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Indígenas de Parintins pedem saída de coordenadora do Dsei e reivindicam prisão de lideranças, em Brasília

Lideranças do Movimento de Mulheres Sateré – foto: Tadeu de Souza

Lideranças do Movimento de Mulheres Sateré – foto: Tadeu de Souza

Parintins (AM) – Seguiram neste final de semana para Brasília (DF) um grupo de lideranças do Movimento de Mulheres do povo Sateré-Mawé que estão reivindicando a saída da atual coordenadora do Distrito Sanitário Especial Indígena de Parintins (369 quilômetros de Manaus), Paula Rodrigues Pinto.

Na audiência com o presidente da Funai, o Movimento reivindicará também a intervenção do órgão, junto ao Ministério da Saúde, para que a atual coordenadora do Dsei/Parintins seja exonerada do cargo devido o incidente ocorrido na semana passada, quando cinco mulheres indígenas foram detidas pela Polícia Militar durante uma manifestação na sede do órgão.

“Nós estávamos apenas reivindicando um direito nosso. A saúde nas aldeias é precária, da pior qualidade, e nós, mulheres, somos tratadas de modo desumano pela coordenação do Dsei/Parintins, por isso ela deve deixar o cargo”, disse Nira Sateré, uma das líderes que terminou detida na tarde da manifestação.

Móy Sateré, que também participa do Movimento, disse que as mulheres foram ao Dsei mais uma vez questionar a precariedade da saúde nas aldeias e terminaram surpreendidas com algumas horas na carceragem da delegacia de Parintins.

“Nós somos liderança das nossas mulheres. Nós não somos bandidas para ser tratadas pelo Dsei da forma como fomos”, disse Móy.

“Dsei tinha que ter chamado a Funai”

A declaração é do administrador da Fundação Nacional do Índio em Parintins, Sergio Butel, questionando a forma como a coordenação do Distrito Especial de Saúde Indígena tratou a manifestação das lideranças do Movimento de Mulheres do Povo Sateré-Mawé.

No seu entendimento, a Funai deveria ter sido acionada para fazer a intermediação evitando que as mesmas fossem detidas e a reivindicação tornada caso de polícia.

Sergio disse que o assunto foi encaminhado à direção da Funai em Manaus que é o órgão competente para tratar a questão.

A Coordenadora do Dsei/Parintins, Paula Rodrigues Pintos registrou mais um Boletim de Ocorrência contra as lideranças do Movimento de Mulheres.

Ela denunciou que foi agredida pelas mesmas e que a polícia foi chamada porque as lideranças estavam promovendo um quebra-quebra dentro de seu gabinete na sede do Dsei.

Por Tadeu de Souza

 

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