Economia

Indicativo de greve dos bancários no AM é mantido

Agências bancárias poderão parar caso funcionários entrem em greve - foto: Arthur Castro

Agências bancárias poderão parar caso funcionários entrem em greve – foto: Arthur Castro

Sem uma nova proposta de reajuste salarial por parte da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que na última sexta-feira (25) propôs apenas 5,5%, os bancários seguem com o indicativo de greve para o próximo dia 6 de outubro. A categoria quer 15% de reajuste, como forma de assegurar pelo menos 5% de ganho real.

Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários do Amazonas (Seeb-AM), Nindberg Barbosa, no ano passado, quando a inflação alcançou 7%, a categoria conseguiu reajuste de 8,5%. Hoje, com a inflação acumulada do mês de agosto a 9,88%, segundo ele, a Fenaban oferece 4,3% abaixo da inflação.

No próximo dia 1º de outubro, a categoria realizará assembleia geral, às 18h, para aprovar o indicativo de rejeição a atual proposta da Fenaban. Mas, os bancários esperam que a federação apresente uma proposta mais viável, a fim de evitar prejuízos aos correntistas das agências bancárias.
“Se até as 17h do dia 1º de outubro eles (os bancos) apresentarem nova proposta, nós vamos a avaliaremos. Mas a categoria está disposta a brigar por ganho real”, afirmou Nindberg.

A Fenaban disse, por meio de nota, que apresentou às lideranças sindicais dos bancários uma proposta econômica que prevê o pagamento de um abono no valor R$ 2,5 mil e um índice de reajuste dos salários e benefícios de 5,5% a ser aplicado sobre os valores praticados em 31 de agosto de 2015.

De acordo com a Fenaban, o reajuste proposto, no mínimo, vai recompor o poder de compra dos trabalhadores dos últimos 12 meses.

A federação apontou que neste momento delicado da economia, a proposta apresentada visa a compensar perdas decorrentes da inflação passada, sem contaminar os índices futuros, o que, na avalição da entidade, iria contra todos os esforços do governo para reequilibrar a economia do país e possibilitar a retomada do crescimento econômico.

Por Emerson Quaresma

1 Comment

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  1. jonathan

    6 de outubro de 2015 at 19:49

    O governo, a Febraban e os patrões precisam ser firmes e barrar esses aumentos e garantir os ajustes fiscais e o lucro dessas empresas bancarias que, no Brasil, tem que passar dificuldades absurdas para pagar o salário dessas pessoas.

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