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Incêndios no Chile deixam seis mortos, e governo decreta emergência

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, decretou estado de emergência ante os piores incêndios florestais da história do país, que deixam seis mortos e 12 feridos.

Está mantido o estado de exceção constitucional e catástrofe para as províncias de O’Higgins, Maule e Valparaíso, as mais atingidas pelo fogo, no centro-sul do país.

Nesta quarta-feira (25), focos de incêndio também avançaram na província do Bío-Bío, ao sul do Maule. Segundo o Ministério de Obras Públicas, o fogo alcançou a rodovia interportuária Penco-Talcahuano, perto da cidade de Concepción.

Com a morte de um bombeiro e de dois policiais na quarta-feira, já são seis mortos no combate aos incêndios.

Outros 12 voluntários do Corpo de Bombeiros ficaram feridos na região de Constitución, segundo meios de comunicação locais.

Incêndios florestais são eventos regulares nos verões áridos e quentes do Chile, mas uma seca de quase uma década combinada com temperaturas bastante altas criaram as condições atuais.

Ajuda internacional

O subsecretário do Interior, Mahmud Aleuy, agradeceu aos países que apoiaram a emergência, como Colômbia, México, Peru, França, Espanha e Estados Unidos.

No Twitter, anunciou que nesta quinta-feira (26) chegarão ao país “brigadistas colombianos e depois de amanhã [sexta-feira] chegam brigadistas mexicanos”.

Antes, Bachelet havia confirmado que um grupo de especialistas franceses viajou às zonas atingidas para listar os recursos que mobilizarão para ajudar no combate aos incêndios.

Começou a operar na tarde de quarta-feira o avião Supertank, um Boeing 747 fretado por uma fundação privada dos EUA, com capacidade para mais de 73 mil litros de água.

Mais de 4.000 pessoas, entre bombeiros, brigadistas, carabineiros, detetives, funcionários públicos, militares e civis, trabalham em operações para sufocar o fogo.

O Centro Nacional de Alerta Precoce informa que, dos 99 incêndios declarados, 30 foram controlados, 64 estão fora de controle e 5 foram extintos.

O pior é o de Las Máquinas em Cauquenes, na província do Maule, que arrasou 92.000 hectares.

Folhapress

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