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Inadimplência cai 12% no Amazonas

A queda está relacionada a campanha “Limpe o Seu Nome na Praça”, que ocorreu entre os dias 15 e 30 de novembro deste ano - foto: divulgação

A queda está relacionada a campanha “Limpe o Seu Nome na Praça”, que ocorreu entre os dias 15 e 30 de novembro deste ano – foto: divulgação

O número de pessoas inadimplentes, no Amazonas, caiu 12% em apenas dois meses. Em setembro deste ano, aproximadamente 375 mil pessoas estavam inadimplentes com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) ou com a empresa Serasa em todo o Estado, enquanto em novembro esse número caiu para 330 mil pessoas. Somente na capital Manaus, esse número é de quase 280 mil pessoas.

Conforme o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Ralph Assayag, a queda está relacionada a campanha “Limpe o Seu Nome na Praça”, que ocorreu entre os dias 15 e 30 de novembro deste ano, com o objetivo de ajudar consumidores a ficar no “azul” antes da chegada das compras de Natal. “Em novembro deste ano, mais de 330 mil pessoas ainda estão inadimplentes. No ano passado, a campanha beneficiou em torno de 48 mil pessoas endividadas e esse ano, aproximadamente 45 mil saíram do vermelho em todo o Estado. Somente aproveitando a campanha, o número de beneficiados foi de 28,2 mil”, explicou.

Desemprego

O resultado da campanha foi menor por conta do número de pessoas que perdeu o emprego ou não tiveram recursos para realizar o pagamento, segundo Assayag. “No ano passado as pessoas estavam com um pouco mais de recursos, as pessoas estavam com seus empregos e esse ano foi muito difícil para todo mundo, tanto que esperávamos um número menor e olha que mais 100 empresas entraram na campanha”, esclareceu.

Uma universitária de 23 anos, que não quis ter a identidade revelada, comprou livros para estudar para o vestibular há dois anos e, até agora, não pode arcar com as mensalidades.  A estudante também possui o nome nos órgãos de restrição de crédito como o SPC e a Serasa. “Estava saindo do ensino médio e precisava entrar em uma faculdade. Então, comprei os livros para estudar em casa para o vestibular. Em seguida fiquei desempregada e não tive como continuar pagando os boletos mensais. A minha mãe também não pode me ajudar porque ela possuía os compromissos dela. Sujei meu nome e não consegui mais pagar”, contou.

Por Luiz Henrique Oliveira

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