Economia

Inadimplência afeta 15% dos consumidores de Manaus

Aproximadamente 15% dos consumidores de Manaus está com o nome “sujo” na praça, o equivalente a 300 mil pessoas na capital amazonense.

No Estado, o número chega a 375 mil, conforme dados da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), que registrou somente em agosto aumento de 3,2% na inadimplência dos consumidores da região em comparação com o mesmo período do ano passado.

O alto índice de inadimplentes pode afetar o comércio. Porém, segundo o presidente da CDL-Manaus, Ralph Assayag, mesmo com a alta taxa de consumidores inadimplentes, o comércio terá desempenho positivo com as vendas de Natal e de fim de ano.
“Esse percentual está dentro da previsão e as vendas deste período do ano não estão comprometidas”, afirmou.

Para alcançar resultados positivos, Assayag informou que a entidade promoverá de 15 de outubro a 30 de novembro, deste ano, a campanha “Limpe seu nome e faça seu nome brilhar”. No ano passado, conforme ele, 48 mil pessoas negociaram suas dívidas e este ano a meta é superar essa quantidade.

“Durante a ação, o inadimplente quita sua dívida e volta a ter crédito para fazer novas compras”, salientou.

Fim de ano

Os próprios lojistas estão otimistas. Para a gerente Aldiane Costa, da loja de vestuário O Nordestão, na rua da Instalação, Centro, as vendas não serão atingidas com a alta inadimplência dos consumidores.

Segundo ela, um dos motivos é que as pessoas estão aproveitando esse período para pagar as dívidas e ficarem livre das contas. “Sempre ouvimos cliente falar que está pagando tudo agora para poder comprar os presentes de Natal para a família”, revelou.

Na Famy, loja de produtos de cama, mesa e banho, situada na avenida Epaminondas, Centro, a maior parte das compras, segundo a gerente Leila Assunção, é feita com cartão de crédito ou à vista.

Para a gerente, por conta da loja não ter crediário próprio, as vendas de Natal e fim de ano não serão tão afetadas. “Pode ocorrer de alguma pessoa não ter dinheiro porque pagou as dívidas, mas no Natal sempre compramos algo”, observou.

Crediário próprio

Porém, nas lojas que disponibilizam vendas no crediário próprio ou através de financeiras, o índice de consumidores que deixam de comprar por ter o nome incluso no SPC ou Serasa é alto.

Na Apa Móveis, da esquina da rua da Instalação com a rua Saldanha Marinho, Centro, por exemplo, em média, de cada 10 consumidores que procuram comprar por crediário, quatro não finaliza a compra porque tem o nome “sujo” na praça. “As financeiras não autorizam a venda quando a pessoa está inadimplente”, contou o gerente da loja que não quis se identificar.

Por Silane Souza (Jornal EM TEMPO)

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