Economia

Impostos pagos somam R$ 12,2 bi no Amazonas

A arrecadação aumenta quando há crescimento econômico e a elevação de impostos. Houve também aumentos e correções feitos em impostos e isenções – Divulgação

A população do Amazonas pagou R$ 12,2 bilhões em impostos até esta sexta-feira (16). A marca foi registrada às 8h e o valor equivale ao total de impostos, taxas e contribuições pagos pela população desde o dia 1º de janeiro de 2017.

O número vem ao mesmo tempo em que o Brasil alcançou a marca de R$ 1 trilhão em impostos arrecadados, de acordo com o impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). A contribuição do Amazonas equivale a 1,24% do total da arrecadação de todo o país, um dos menores percentuais por Estado.

O economista e contador Francisco Mourão Júnior esclareceu que o baixo percentual de contribuição do Amazonas em relação à população de outros Estados, mesmo sendo a sexta maior economia do país, se deve ao baixo volume de venda e produção.

No entanto, a baixa contribuição também não significa que os amazonenses pagam menos impostos, pelo contrário, o Estado tem além da carga tributária nacional, que já é alta, outros fatores que aumentam o peso dos impostos.

Mourão se refere às disparidades de salários pagos entre as capitais da Região Norte, que é mais baixo do que das capitais da Região Sul, e os custos logísticos para trazer todo produto que é trazido de fora do Amazonas. Os custos do frete de transporte dessas mercadorias também entram nos pagamentos de impostos e nessa conta são somados impostos federais, estaduais e municipais.

“Juntando todos esses fatores, nosso custo de vida resulta em um dos mais caros do país, se não bastasse já a alta carga tributária que pagamos. Assim, mesmo com proporcionalidade baixa, o Amazonas é um dos Estados com impostos mais pesados do país”, comenta Mourão Júnior.

Arrecadação federal

Em 2016, o montante de R$ 1 trilhão foi alcançado em 5 de julho. Também no ano passado, o Brasil alcançou a marca de 153 dias trabalhados por cada pessoa, apenas para pagar impostos para o governo federal, número que se manteve este ano. O presidente da ACSP, Alencar Burti, explica que a arrecadação aumenta quando há crescimento econômico e elevação de impostos.

Como a economia não está crescendo, essa diferença de 19 dias reflete aumentos e correções feitos em impostos e isenções, além da obtenção de receitas extraordinárias como o parcelamento de débitos tributários (Refis).

O cenário reflete também a inflação, que, apesar de ter caído, segue em patamar alto. “No segundo semestre, espera-se elevação da arrecadação em função da melhora da atividade econômica”, explica.

Alencar esclarece que, embora a arrecadação federal tenha caído em termos reais, é o número nominal (sem descontar a inflação), o mesmo medido pelo impostômetro, que deve ser analisado. “Nosso painel não mede apenas tributos federais. Também entram na conta os estaduais e municipais. O que temos que observar são os valores nominais, porque os gastos são todos nominais”, completa.

Joandres Xavier

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