Economia

Importação de insumos é afetada com alta do dólar

As casas de câmbio apontam que não há expectativas de melhoras para o segundo semestre deste ano - foto: divulgação

As casas de câmbio apontam que não há expectativas de melhoras para o segundo semestre deste ano – foto: divulgação

A subida da cotação do dólar para quase R$ 3,50, na semana passada, acendeu o alerta para as empresas que exportam para fora do Amazonas. A valorização da moeda norte-americana em relação às outras moedas, incluindo o real, se por um lado beneficia os exportadores, por outro, traz dificuldades para os importadores amazonenses.

De acordo com o vice-presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon), Nelson Azevedo, o preço do dólar alto em relação ao real é bom para o exportador, porém, traz perdas para o importador.

Nas palavras do economista, “enquanto um estiver chorando, o outro vai ficar rindo”. “Para o comércio, e para quem trabalha com importação, essa variação cambial é muito ruim. Quem tem contas a pagar e não fez uma poupança para suportar a variação do dólar vai sentir, e terá que pagar mais em real para cobrir a variação”, afirma.

Azevedo destaca ainda que as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) estão em uma situação mais favorável, mas o economista vê como um desafio, vender para quem não quer comprar. Segundo ele, em relação ao exportador, de modo geral, o cenário é mais favorável.

“Mesmo em meio às circunstâncias, a situação é boa para quem exporta. O mundo ainda não está totalmente recuperado da crise de 2008. O comprador está segurando as finanças para fazer uma aquisição. Os exportadores do nosso Estado precisam mostrar aos compradores que o produto deles é necessário. Não é o que gostaríamos, mas Manaus está com uma exportação razoável”, pondera.

Recentemente, as casas de câmbio registraram 70% na queda pela procura do dólar. Conforme os empresários do segmento, os clientes manauenses possuem o hábito de deixar para comprar o dólar no ‘ultimo minuto’.

As casas de câmbio apontam que não há expectativas de melhoras para o segundo semestre deste ano.

Na semana passada, o dólar comercial operava em queda após subir por cinco dias seguidos e chegar ao maior nível em mais de 12 anos. A moeda norte-americana perdia 1,05%, a R$ 3,334 na venda. No mesmo momento, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, subia 1,29%, a 50.243,38 pontos.

Investidores aguardam as decisões do Copom, do Banco Central, sobre a taxa de juros no país, e do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos (Fed) sobre a taxa de juros por lá.

Estabilidade

No último dia 27, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, ao ser questionado sobre a alta do dólar, disse que o câmbio tende a se estabilizar. Ele também afirmou que a inflação deve ter uma redução “mais rápida” em 2016.

Por Asafe Augusto

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