Saúde e Bem Estar

Implante de chip é opção de reposição hormonal

Além das melhorias estéticas, o ‘chip da beleza’ também auxilia na prevenção de doenças – Divulgação

Uma novidade na busca do rejuvenescimento que chegou para ficar é o implante hormonal biodegradável. Único método de terapia hormonal que permite obter ótimos níveis hormonais por até seis meses, o recurso atua no cérebro para regular os hormônios e trazer melhorias estéticas para a pele, conforme assegura o médico ginecologista e obstetra Arlindo Frota.

A vantagem dos implantes é que eles introduzem medicação diariamente na corrente sanguínea de forma regular, de acordo com o especialista. “Os implantes são uma forma mais prática de modulação. Ao invés de ficar tomando medicamento e aplicando injeções, faz-se o implante”, justifica.

Cada vez mais aprimorado, o implante hormonal ou “chip da beleza”, como é conhecido, se tornou um dos procedimentos mais procurados por homens e mulheres. No entanto, a proposta desse recurso vai além de benefícios estéticos. Se antes o chip já facilitava a vida das mulheres como um contraceptivo, ele, agora, também melhora o metabolismo e ajuda a perder peso. “O ‘chip da beleza’, hoje, ajuda a evitar a menopausa, osteoporose, endometriose, diabetes e até certos tipos de câncer”, afirma.

Para o ginecologista, esse tipo de tratamento não deve ser usado somente para fins estéticos, quando não se pode comprovar a necessidade de reposição hormonal. Ele afirma que para utilizar esse implante hormonal, cada paciente é submetido a uma análise inicial, para que seja feita a identificação de quais hormônios precisam ser estimulados. “Depois, ele passa por uma bateria de exames, que inclui testes ginecológicos para as mulheres e de próstata para os homens e, ainda, de sangue e saliva. Somente depois desse check up é que acontece a fabricação do implante, em uma farmácia de manipulação especializada”, explica Frota.

O chip foi modificado fisicamente nos Estados Unidos. “Ele não é mais um tubinho de silicone com aproximadamente três centímetros. É um bastãozinho fino que mede entre cinco e sete centímetros biodegradável e é injetado nas nádegas. O procedimento dura 15 minutos. Eles não necessitam ser retirados, o que torna o procedimento menos invasivo. Após seis meses ele desaparece”, garante.

Antes de optar pelo procedimento, o ginecologista informa que o paciente converse com o seu médico de confiança, faça todos os exames exigidos por ele e esteja atento em relação à composição do seu implante, assim como na dosagem.

Bruna Chagas
EM TEMPO

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