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Impeachment de Dilma divide deputados na Aleam

Deputados realizaram ontem a última sessão parlamentar do ano e somente retornam em fevereiro de 2016- foto: divulgação

 Impeachment da presidente Dilma divide deputados no Amazonas – foto: divulgação

A crise política que envolve o governo federal e o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, que tramita na Câmara dos Deputados, foi o centro das discussões dos deputados estaduais, ontem, na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) e dividiu as lideranças partidárias.

Alguns se posicionaram contra o impeachment e a favor de novas eleições, caso Dilma tenha o mandato cassado. Boa parte dos deputados que se posicionaram se mostraram contra uma eventual posse do vice-presidente, Michel Temer (PMDB).

É o caso do deputado Sabá Reis (PR), que é contra o impeachment. Reis afirmou que, se Temer assumir em um possível impedimento de Dilma, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), envolvido em uma série de denúncias de corrupção, se tornaria vice-presidente da República. “Eu sou a favor que, nesse momento de crise, aparecesse alguém que proporcionasse ao país eleições gerais. Acredito que o país que emergiria das urnas seria politicamente menos ruim do que esse que está agora com tantos escândalos”, declarou.

“Vamos fazer eleições gerais e o povo teria o direito de dizer quem fica ou não. Esse Congresso Nacional em sua maioria é envolvido em corrupção. Michel Temer e Eduardo Cunha na presidência é o fundo do poço”, enfatizou, lembrando que Cunha é réu na Lava Jato e que trabalha para retardar o processo de investigação que existe contra ele no Conselho de Ética da Câmara.

Para o deputado Adjuto Afonso (PDT) o impeachment seria uma alternativa, desde que o Brasil tenha planejamento para mudar o país e medidas para aquecer a economia e sair da crise. “Se o impeachment vai possibilitar essa mudança sou favorável. Se tirar a presidente Dilma quem ficar tem que fazer as mudanças que o Brasil precisa e não continuar com a mesma política econômica que está gerando milhões de desempregos. Não tenho dúvidas que a mudança no governo traria de volta a credibilidade para novos investimentos”, avaliou.

O deputado Serafim Correa (PSB) também se posicionou a favor do impedimento da presidente Dilma Rousseff, e desmentiu as notícias divulgadas na imprensa que o Partido Socialista Brasileiro estaria aliançado com a base do governo. Ele disse que o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, emitiu uma nota desmentindo esses boatos.

“Somos a favor do impeachment porque entendemos que além de tudo que aconteceu não dá para tapar o sol com a peneira. A presidente Dilma perdeu as condições de governabilidade. O Brasil está estagnado há mais de um ano e ela não tem uma proposta de saída da crise que ela colocou o país. Nos meteu nessa crise quando diminuiu o preço da conta de energia numa medida populista para ganhar a eleição. Segurou o aumento da gasolina para ser agradável a classe média quando o petróleo estava em alta no mundo inteiro e arrebentou de vez a Petrobrás combalida pela corrupção. Ela tenta barrar o impeachment leiloando ministérios por voto, isso é inadmissível”, enfatizou.

Solidário à presidente Dilma, o deputado José Ricardo (PT) defendeu a presidente e afirmou que o processo que tramita na Câmara pedido o afastamento da mandatária é “golpe”.

Da redação

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