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Impeachment dará tom das eleições no AM, em 2016

Presidente do PT no AM nega que cenário nacional interferirá nas eleições, mas não cogita aliança com PMDB - foto: divulgação

Presidente do PT no AM nega que cenário nacional interferirá nas eleições, mas não cogita aliança com PMDB – foto: divulgação

Líderes dos partidos políticos da base aliada a presidente da República, Dilma Rousseff (PT), no Amazonas e cientistas políticos afirmam que pedido de impeachment da presidente será determinante para disputa eleitoral à Prefeitura de Manaus, em 2016.

Em Manaus, ao menos quatro partidos políticos aliados à Dilma já informaram que terão candidatos ao Executivo, ou seja, já racharam o arco de aliança e duelarão pela Prefeitura de Manaus. Para o presidente estadual do PT no Amazonas, Valdemir Santana, o pedido de impeachment é tido pelo PT como “um terceiro turno dos insatisfeitos”.

Ele negou que o processo eleitoral refletirá nas eleições, em 2016, mas descartou uma aliança com o PMDB, comandado o Estado pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. “Nós teremos candidato à Prefeitura de Manaus e, até onde sei, eles (PMDB) também”, disse.

Ao que tudo indica, PT e PMDB estarão em lados opostos nas eleições, em 2016. Mas, para Santana, isso não será reflexo do pedido de impeachment da presidente Dilma ou do processo de cassação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Desde que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitou analisar o pedido de impeachment contra a presidente da República, os partidos políticos iniciaram, nacionalmente, uma divisão entre os que apoiam a permanência de Dilma Rousseff e os que são favoráveis ao impeachment. Após o aceite, o vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, encaminhou uma carta à Dilma na qual se queixa da falta de confiança da presidente nele e no PMDB.

Para o cientista político Gilson Gil, “a crise nacional será o ingrediente para as campanhas municipais”. “Veremos uma campanha, mesmo, municipal, com candidatos discutindo a crise que é nacional. Ou seja, a crise nacional será o ingrediente da campanha municipal em Manaus. Aqui temos uma peculiaridade que é um Estado onde a presidente teve uma vitória nas urnas, mas onde o prefeito da capital (Manaus, Arthur Neto) é de um partido político de oposição (PSDB)”, disse Gilson.

O líder no PCdoB no Amazonas, Antônio Levino, informou que só o tempo dirá o quanto as eleições municipais, em 2016, serão influenciadas pelas discussões referentes ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.  “É dificil dizer que qualquer processo eleitoral não seja influenciado pelo que está acontecendo no país, hoje. Mas, é certo que isso pode alterar a composição dos partidos políticos e os arcos de alianças. A situação está indefinida, até março de 2016 tudo pode acontecer. O país está passando por uma crise que é instável e sem resultado previsível”, disse Levino.

Por Camila Carvalho

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