Economia

Impasse dificulta o fim da greve dos bancários

Enquanto se chega a uma solução, população é penalizada com agências paralisadas por causa da greve - foto: Ione Moreno

Enquanto se chega a uma solução, população é penalizada com agências paralisadas por causa da greve – foto: Ione Moreno

A categoria dos bancários e os donos de agências bancárias públicas e privadas seguem na disputa de cabo de guerra sobre a pauta do reajuste salarial dos trabalhadores, sem previsão de um fim, o que tem deixado correntistas sem atendimento ou em grandes filas, nas poucas opções de bancos que se mantém em funcionamento, em Manaus.

A greve que foi deflagrada pelos bancários, na última terça-feira (6), promete se estender para as próximas semanas. De um lado, os patrões, representados pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), não apresentam nova proposta de reajuste, além dos 5,5% e dos R$ 2,5 mil de abono.

Do outro, os sindicalistas não reduzem o percentual de 15%, que garantiria a eles 5% de ganho real sobre os 9,88% referentes à inflação de setembro de 2014 a agosto de 2015.

Enquanto não se põe um fim na “guerra fria” entre trabalhadores e patrões, cresce o número de bancários que aderem ao movimento de greve. O Sindicato dos Bancários do Amazonas (Seeb-AM), que havia contabilizado na quarta-feira (7) a adesão de 40% das 128 agências bancárias da capital, com 52 fechadas, ontem (7), a entidade registrou 62% de adesão, que somam o total de 79 agências fechadas, segundo informou o presidente da Seeb-AM, Nindberg Barbosa. No interior, 36 bancos estão fechados, que representam 38%.

Segundo ele, ontem as agências da bandeira HSBS e Santander amanheceram 100% fechadas. Com esse dado, ele afirmou que agora as agências da Caixa, Banco do Brasil, Basa, Santander e HSBC estão 100% fechadas.

No interior, somente a Caixa está 100% fechada, enquanto Basa, Itaú e Banco do Brasil mantêm funcionamento parcial. Já o Bradesco mantém as portas abertas.

Nindberg apontou ainda que as agências de bancos privados como o Bradesco e o Itaú, instaladas no centro de Manaus, Zona Sul, estão todas fechadas, enquanto nos bairros elas mantêm atendimento parcial.

Sem diálogo

De acordo com o presidente do Seeb-AM, enquanto a Fenaban não chamar os sindicalistas para conversar, eles continuarão mobilizando os demais colegas da categoria na busca de aumentar o número de agências fechadas.

“Amanhã (hoje) a greve continua. Nós vamos segurar até que eles (Fenaban) nos convoquem para conversar e apresentem uma nova proposta melhorada”, disse.

A Fenaban informou, ontem, que o patronal não tinha nenhuma nova proposta aos trabalhadores. Na última quarta-feira, a entidade disse, por meio de nota, que aguarda uma contraproposta por parte das representações sindicais.

A federação justifica que a proposta de 5,5%, que foi apresentada pela entidade, está em linha com a expectativa de inflação média para os próximos 12 meses.

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