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Imbatível, Cruzeiro quer título da Superliga para coroar série histórica

O Cruzeiro fará sua sexta final seguida no principal torneio nacional, depois de eliminar o Sesi em dois jogos na semifinal - foto: Renato Araújo/Cruzeiro

O Cruzeiro fará sua sexta final seguida no principal torneio nacional, depois de eliminar o Sesi em dois jogos na semifinal – foto: Renato Araújo/Cruzeiro

Quando entrar em quadra no domingo (10) para enfrentar o Campinas na decisão da Superliga masculina, a partir de 9h40, o Cruzeiro estará a três sets de uma marca histórica.

Caso vença o duelo no ginásio Nilson Nelson, em Brasília, o time mineiro fechará uma temporada histórica, na qual tem se mostrado imbatível.

Desde o início da atual temporada (2015/16), já foram cinco títulos conquistados, em todos os níveis: do Campeonato Mundial de clubes, do Sul-Americano de clubes, da Copa Brasil, da Supercopa e do Campeonato Mineiro.
Em resumo, triunfou em tudo o que disputou.

Uma virtual nova taça da Superliga, que seria a terceira consecutiva e quarta na história da equipe (2012, 2014 e 2015 ), marcará a temporada mais vitoriosa de sua história -superando 2013/14, quando venceu tudo à exceção da Supercopa. E um das mais memoráveis do vôlei masculino nacional.

O técnico argentino Marcelo Mendez, que comanda o grupo desde 2009, disse estar “orgulhoso” pela série história. Porém, pregou cautela antes da decisão.

“O sentimento é de orgulho, claro. Mas quando se chega a esse patamar, só se olha para frente. No recesso, vamos pensar mais no que fizemos, só que o único foco agora é vencer a Superliga”, afirmou à reportagem.

O Cruzeiro fará sua sexta final seguida no principal torneio nacional, depois de eliminar o Sesi em dois jogos na semifinal. Seu rival fará sua primeira decisão, após passar em três partidas pelo Taubaté.

“Com certeza a experiência pesa, mas a qualidade técnica também influencia. Campinas é um time qualificado, com muito volume de jogo e centrais muito fortes. A partida vai ser equilibrada, definida nos detalhes. Os dois times são muito fortes”, disse Mendez, indagado sobre um suposto favoritismo cruzeirense.

Os mineiros perderam apenas três vezes nesta edição da Superliga, e nenhuma delas para o adversário da final.

Mendez aponta a coletividade como pilar da hegemonia do Cruzeiro, cujo elenco ele mesmo montou há sete anos.

“A escolha dos atletas que fizemos foi muito boa. Queríamos atletas com qualidade, mas também com caráter especial e com fome de ganhar títulos”, comentou. “Com isso, criamos um time em que um jogador pensa no outro, na necessidade do outro que está do lado. Isso é motivação suficiente para se manter no topo”.

Os principais jogadores da equipe são o oposto Wallace, titular da seleção brasileira, o levantador William e o ponta Leal, cubano naturalizado brasileiro.

Venha ou não o título no domingo, Mendez não quer rebater o ditado que prega que não se mexe em time que está ganhando. “Meu vinculo com o Cruzeiro termina agora. quero disputar mais títulos com o clube. Temos uma estrutura muito boa, ninguém quer sair”, concluiu.

Por Folhapress

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