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Iguaria da culinária regional, X-Caboquinho está cada dia mais ‘salgado’

Segundo Levantamento feito pelo EM TEMPO, as bancas informais são as que oferecem o preço mais acessível – foto: divulgação

Segundo Levantamento feito pelo EM TEMPO, as bancas informais são as que oferecem o preço mais acessível – foto: divulgação

Tradicional iguaria da colunaria amazonense, o X-Caboquinho, sanduíche de pão, queijo coalho e tucumã, está cada dia mais ‘salgado’ para o consumidor local. Em alguns estabelecimentos, o preço do quilo do sanduíche chega a custar R$ 43.

Os empresários justificam que o reajuste no valor do sanduíche acompanha os diversos aumentos nos impostos ocorridos nos últimos meses.

Quem não abre mão da economia e do sanduíche regional precisa de paciência para pesquisar um local que ofereça qualidade e um preço considerado ‘justo’.

Segundo Levantamento feito pelo EM TEMPO, as bancas informais instaladas em feiras, calçadas e até mesmo em residências são as que oferecem o preço mais acessível. Nesses locais, o valor da unidade varia entre R$ 6 e R$ 8. Já em panificadoras, lanchonetes e self-services, esse preço sobre para R$ 9 e pode chegar até R$ 15.

Em uma panificadora localizada na avenida Darcy Vargas, na Zona Centro-Sul, o quilo do produto é comercializado a R$ 43. O gerente do estabelecimento, que preferiu não se identificar, afirma que existem vários critérios usados para se chegar a um resultado no valor final do sanduíche. Segundo ele, o principal fator que contribui na cobrança é o preço do tucumã, que teve altas significativas.

Na padaria Pãozinho e Cia., localizada também na avenida Darcy Vargas, o preço cobrado pelo sanduíche é de R$ 8,50. Norio Kubo, gerente-geral da casa, explica que para chegar a esse valor é levado em consideração o valor dos insumos e da mão de obra utilizado na produção.
Kubo ressalta que fatores como aluguel, pagamentos de funcionários, energia elétrica e gás, entre outros, também influenciam no preço do sanduíche mais pedido pelos consumidores manauenses.

Embutido
Ele cita ainda que por ser um dos produtos com mais saída no estabelecimento, o preço é colocado mais alto do que os outros itens para suprir as perdas em produtos que o preço repassado ao consumidor final não paga nem os ingredientes utilizados na produção.
É o caso do pão francês, utilizado no sanduíche regional. Segundo Kubo, o valor de R$ 13 o quilo não cobre as despesas que são gastas na produção.

Em decorrência dessa situação, a perda é repassada para outros produtos, inclusive o pão com tucumã e queijo coalho. “Dificilmente alteramos o preço do sanduíche quando aumenta o valor da matéria-prima. Na maioria das vezes, o reajuste no preço do sanduíche é decorrente de outros fatores, entre eles a grande estrutura da empresa e a manutenção dessa estrutura”, salientou o empresário.

Por Gerson Freitas

1 Comment

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  1. jrr

    17 de agosto de 2015 at 10:44

    Esse comentario do gerente da Paozinho de que “nao aumenta o valor do produto quando a materia prima sobe”, deve ser porque o valor do x-caboquinho ja ta aumentado antecipadamente.
    De qq forma, é bom evitar comer o nosso sanduiche mesmo pois em principio num tem padaria que se salve, que pratique um valor condizente. Apenas desculpas, desculpas e mais desculpas.

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