Dia a dia

Igreja reúne 200 pessoas para doação de sangue

O Carnaval se aproxima e nesse período eleva a demanda - foto: Henderson Martins

O Carnaval se aproxima e nesse período eleva a demanda – foto: Henderson Martins

Com o lema ‘Eu sou doador, eu salvo vidas’, evento da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), por meio do Grupo de Apoio aos Coordenadores (Gacop), reuniu cerca de 200 pessoas para doação de sangue na Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), na manhã de ontem, na avenida Constantino Nery, Zona Centro-Oeste. Com os bancos de sangues baixos e esperando a grande procura por conta do feriado do Carnaval no próximo mês, o evento chegou no momento certo para ‘alavancar’ o estoque da fundação.

De acordo com a subgerente de coleta, Eleonora Araújo, a iniciativa da Igreja Universal é de grande relevância num momento em que o estoque da fundação está baixo e que veio suprir a necessidade. Com as doações, Eleonora conta que a meta é alcançar um número de 250 bolsas de sangue para o estoque da instituição.

“O Carnaval se aproxima e é um período que eleva a demanda transfusional, dos acidentes e de uma série de coisas que venham a acontecer nesse período festivo. Daí a necessidade de termos um estoque equilibrado”, disse a subgerente.

Eleonora fez um apelo para que outras igrejas e instituições possam seguir o exemplo, que possam também procurar a fundação para doar sangue. A subgerente explica a importância da coleta de sangue antes do Carnaval e pós-Carnaval.

“Nós sabemos que o sangue só tem validade por 35 dias que é o concentrado e hemácias. No caso das plaquetas, só tem validade por cinco dias, daí a necessidade de termos campanhas constantes de doações. Fazemos coleta na maternidade Ana Braga e na unidade móvel, nosso famoso ‘vampirão’”, disse Eleonora.

O coordenador do Gacop da Igreja Universal, pastor Luiz Henrique, explica a importância de doar sangue e fala como surgiu o movimento que levou a concentração de 200 pessoas na FHemoam.

“Estávamos reunidos no grupo e acabamos chegando a uma conclusão, isso devido ao período que se aproxima, essa data de Carnaval. Com isso, chegou o comentário na roda de conversa do Gacop, que a FHemoam precisava de doadores. Então, fizemos uma mobilização para reunir com mais pessoas e convidar doadores”, disse o pastor.

O religioso conta que esse é o primeiro evento de doação de sangue da Gacop e a intenção é que mais mobilizações surjam. “A ideia principal é que aconteça pelo menos duas vezes por ano, este no mês de janeiro e outro no mês de julho”, adiantou.

“Nosso grupo é formado por quase 300 pessoas e a ideia era que que cada um convidasse ao menos três pessoas. Com isso tivemos esse resultado de mais de 200 pessoas vindo doar sangue”, disse.

O pastor afirma que a intenção era trazer mais pessoas, no entanto, segundo ele, o lugar não comportaria uma quantidade maior de doadores. Para o segundo evento, o pastor afirmou que a equipe vai trabalhar de forma externa, chamando a atenção da população para a importância de ser um

O responsável pelo bloco Norte-1 do Gacop, Jander Costa, 40, conta que a ideia era atingir até o meio-dia o número de 250 pessoas. Até às 10h de ontem, 178 doadores já haviam sido passados pela triagem e aguardavam o momento para doação.

Nos corredores era visível o grande número de pessoas, que apesar de enfrentar as longas filas, o sentimento de doação e ajuda ao próximo refletia como sentimento de missão cumprida, isso, conforme relatos de muitos dos doadores.

Quem pode doar

A subgerente de coleta da FHemoam explica quem pode ser um doador, conforme os pré-requisitos normatizados pelo Ministério da Saúde, por meio de portarias.

De acordo com a subgerente, tem uma questão de peso, onde o doador tem que ser acima de 51 quilos, de idades entre 18 e 65 anos. Abaixo dessa idade tem que vir na companhia de seus genitores, isso com uma autorização por escrito e deverão acompanhar todo o processo de doação.

“Quem teve hepatite após os 10 anos de idade não pode doar sangue e também levamos em consideração as pessoas que viajaram para regiões endêmicas de malária, para o interior nos últimos 30 dias também não podem doar sangue. Também não pode ter ingerido nenhum tipo de bebida alcoólicas nas ultimas 24h”, explicou Eleonora.

Eleonora disse ainda, que as instituições que queiram promover qualquer tipo de evento ou campanha para doar sangue, podem procura-la pelo telefone: 3655-0165.

Por Henderson Martins

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