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Igreja Católica faz apelo à Venezuela por colombianos na fronteira

A Igreja Católica apelou na noite deste sábado (29) às autoridades da Venezuela para que respeitem os direitos humanos dos cidadãos colombianos que se encontram em território venezuelano. O governo fechou, há dias, as fronteiras de vários municípios com a Colômbia.

“Tem havido uma grande quantidade de excessos e de maus tratos a cidadãos colombianos, deportados, que são totalmente condenáveis e que devem cessar de imediato. É necessário que se respeite a dignidade de todas essas pessoas& #8221;, disse o arcebispo de Caracas.

Em declarações aos jornalistas, o cardeal Jorge Urosa Sabino explicou que “se é certo que há na fronteira muitos focos de delito, há que procurar os criminosos e não simplesmente arremeter contra cidadãos comuns” .

“O governo (venezuelano) tem uma gravíssima responsabilidade, porque tem sido criada uma espécie de ambiente delituoso na fronteira (…), mas, em primeiro lugar, há que respeitar os direitos e há que evitar qualquer tipo de maltrato a esses cidadãos, que são nossos irmãos, e desde o ponto de vista cristão e legal, é uma obrigação”, disse.

“As garantias não se podem suspender simplesmente por operações do tipo policial. Isso é completamente exagerado e deve ser revertido o mais depressa possível& #8221;, frisou.

No último dia 24, o governo venezuelano publicou um decreto oficializando o estado de emergência em seis municípios fronteiriços com a Colômbia, justificando a medida com o combate aos grupos paramilitares, ao narcotráfico e ao contrabando.

O decreto presidencial suspende por 60 dias, prorrogáveis, garantias constitucionais nos municípios de Bolívar, Pedro María Ureña, Junín, Capacho Nuevo, Capacho Viejo e Rafael Urdaneta, do Estado de Táchira.

No texto do decreto é explicado que a medida surge devido “à presença de circunstâncias criminosas e violentas vinculadas a fenômenos como grupos paramilitares, o narcotráfico e o contrabando”, ações “que rompem o equilíbrio do direito internacional, a convivência pública cotidiana e a paz” , provocando “violência contra cidadãos e funcionários venezuelanos no exercício das suas funções públicas”.

A Venezuela fechou hoje as fronteiras dos municípios de Lobatera, Ayacucho, Garcia de Hevia e Panamericano, no estado venezuelano de Táchira, a sudoeste de Caracas, ao mesmo tempo que reforçou a presença de militares na área.

Desde o fechamento da fronteira, mais de 1.000 colombianos foram repatriados e outros 4.260 abandonaram a Venezuela.

 

Por Agênciabrasil

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