Dia a dia

Idosa diagnosticada com câncer de pulmão denuncia longa espera por transfusão de sangue, no FCecon

Após esperar por três horas para a realização de uma transfusão de sangue, a técnica em administração, Núbia Santos, 50, procurou o EM TEMPO Online para denunciar o “descaso” da Fundação Cecon (FCecon) com a mãe, a idosa de 74 anos, que não teve o nome revelado,  diagnosticada com câncer de pulmão desde 2013.

Conforme Núbia, a mãe, que  passou por procedimentos de quimioterapia e está debilitada, com anemia, teve a transfusão de sangue prescrita pelo médico, que acompanha seu caso, para a tarde de terça-feira (13). Porém, como a idosa já havia passado a manhã inteira na unidade hospitalar sem se alimentar, preferiu retornar na quarta-feira (14).

“Quando cheguei na ala de urgência da FCecon com a minha mãe, a colocaram em uma cadeira sem o menor conforto. Ela está muito debilitada e não pode ficar sentada em uma cadeira comum”, reclamou Núbia, acrescentando que esta não foi a primeira vez que precisou esperar por tanto tempo pela chegada do material.

“Não tem leito, remédio, nem material adequado para os procedimentos”, contou a acompanhante.

FCecon

Em nota a  FCecon  informou que “a transfusão sanguínea e de hemocomponentes, a demora ocorre, eventualmente, porque alguns pacientes apresentam pesquisa de anticorpos irregulares positiva (PAI). Nesse caso, uma amostra do sangue é enviada à FHemoam, para a seleção de uma bolsa de sangue compatível à paciente. Para tanto, são necessários alguns testes, o que demanda certo tempo. Pacientes que não apresentam este ou outro tipo de restrição, são transfundidos com mais rapidez.”

A FCecon ainda disse que “tem conseguido suprir a necessidade dos pacientes oncológicos, sem maiores problemas. A respeito dos medicamentos, a direção informa que, só na última semana, o Governo Estadual liberou cerca de R$ 3 milhões para a aquisição de medicamentos e produtos de saúde para a FCecon, que vem renovando seu estoque continuamente, sempre acompanhando a liberação de recursos estaduais. Acerca da falta de agulhas finas (cateter Jelco 22), informa que não há falta do produto e que, ainda assim, realizou a aquisição de outras 5,3 mil unidades e aguarda a entrega da remessa pela empresa fornecedora. A direção se coloca à disposição para qualquer esclarecimento”.

Por Conceição Melquíades

1 Comment

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  1. Amazonense

    16 de outubro de 2015 at 09:31

    Esse relato de experiencia nao é isolado, existem muito mais pessoas passando por isso, minha esposa por exemplo, precisou agendar o inicio da quimioterapia e teve que esperar por mais de 4 meses. Pra conseguir a vaga, tive que recorrer a um deputado que conseguiu inseri-la, mas ainda assim, teve que esperar mais 30 dias. Depois que conseguimos a vaga pra noite, vimos que tudo é papo, a noite tem muito poucas pessoas fazendo e sempre há vaga. O governador deve aproveitar essa crise pra ficar so com os bons profissionais e mandar embora os pessimos, os que nao tem compromisso com ninguem e que so aumentam os custos dos estado e nao atendem a demanda dos serviços.

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