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Ibama vai retirar embargo contra as obras da BR-319; pesquisa mostra situação de estradas no Amazonas

BR-319 teve 405 quilômetros avaliados na pesquisa e a pavimentação foi considerada como regular – foto: Diego Jantã

BR-319 teve 405 quilômetros avaliados na pesquisa e a pavimentação foi considerada como regular – foto: Diego Jantã

O Ibama vai emitir uma posição favorável ao pedido do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) para que continuem as obras de manutenção do chamado trecho do meio (entre os quilômetros 250 e 655,7) da BR-319 (Manaus-Porto Velho).

Por conta de um embargo do próprio Instituto e a decisão em liminar da Justiça Federal no Amazonas, estão proibidos qualquer tipo de reparo na estrada.

Em reunião, nesta quarta-feira (4), em Brasília, com senadores da Comissão de Infraestrutura, a presidente do Ibama, Marilene Ramos, disse que o órgão vai entrar em contato com o Dnit para deixar claro as condições em que devem ser feitas as obras.

Situação das estradas
Pavimentação péssima e sinalização inexistente são alguns dos problemas verificados nas estradas do Amazonas, conforme a 19ª Pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) 2015, divulgada ontem. Para fazer o levantamento, a pesquisa percorreu 960 quilômetros no Estado, referentes às rodovias BR-319 (Manaus – Porto Velho), BR-230 (Transamazônica), BR-174 (Manaus – Boa Vista), e AM-010 (Manaus – Itacoatiara). Em todo o país foram mais de 100 mil quilômetros avaliados.

Segundo os dados do levantamento, 87,6% (841 quilômetros) da extensão avaliada no Estado apresentam algum tipo de deficiência, sendo o estado geral classificado como regular, ruim ou péssimo. Apenas 12,4% (119 quilômetros) tiveram classificação ótima ou boa. A estimativa da pesquisa é de que são necessários R$ 484,79 milhões de investimentos para a reconstrução, restauração e a manutenção dos trechos das rodovias danificadas no Amazonas.

Entre os itens avaliados estão pavimentação, sinalização, geometria da via, pontos críticos e custo operacional. A AM-010 teve 255 quilômetros percorridos, enquanto na BR-174 foram 466 quilômetros, a BR-319, 405 quilômetros, e a BR-230, 32 quilômetros. Dos 960 quilômetros avaliados nas quatro rodovias, 85,5% da extensão foram considerados como regular, ruim ou péssima, enquanto 14,5% foram avaliados como ótimos ou bons e 9,2% apresentaram a superfície do pavimento desgastada.

No item sinalização foram observadas a presença de visibilidade e legibilidade das placas ao longo das estradas, e também as faixas centrais e laterais, sendo 72,7% da sinalização considerada problemática. Em 27,3% ela foi considerada ótima ou boa, enquanto 39,1% das rodovias não foram localizadas placas de limite de velocidade. Em relação à identificação visual das placas, 39,4% da extensão apresentam placas desgastadas ou totalmente ilegíveis.

A pesquisa concluiu que 85,5% da extensão das rodovias no Amazonas não têm condições satisfatórias de geometria – que engloba pista simples ou dupla, presença de faixa adicional de subida, de pontes, de viadutos, curvas perigosas e acostamento. Apenas 14,5% da extensão pesquisada foram consideradas ótimo ou boa. Segundo o estudo, 96,4% da extensão das rodovias avaliadas no Estado são de pista simples de mão dupla.

Três trechos com erosões na pista e quatro buracos grandes foram considerados como pontos críticos. Conforme a avaliação da CNT, no Amazonas, o acrescimento do custo operacional devido às condições do pavimento chega a 53,3% no transporte rodoviário.

Por redação e agências

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