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Hudson rejeita apoio da torcida do Palmeiras contra o Flamengo

Volante do São Paulo, Hudson aposta somente no apoio do torcedor são-paulino - foto: Rubens Chiri/São Paulo

Volante do São Paulo, Hudson aposta somente no apoio do torcedor são-paulino – foto: Rubens Chiri/São Paulo

O volante Hudson não aceita ajuda da torcida do Palmeiras para que o São Paulo saia da difícil situação em que se encontra. “Não precisamos. Temos uma grande torcida e esperamos pelo apoio da nossa gente no sábado contra o Flamengo.”

O fato de uma vitória ajudar o Palmeiras nem passa pela cabeça do jogador. “Não temos condição de ajudar ninguém. Temos que nos ajudar, isso sim. Fazer pontos para ficar mais longe da zona de rebaixamento e não para ajudar alguém. Dependemos de nossas forças.”

Em um raro -entre todos os jogadores do mundo- exercício de autocrítica, Hudson coloca os volantes do São Paulo como “culpados” em parte pelos poucos gols marcados pelo time. “Volante não pode só marcar. Precisa chegar ao ataque, fazer o jogo fluir e ajudar o responsável pela criação de jogadas. Os volantes têm mais responsabilidade em ajudar o meia do que o meia em ajudar na marcação.”

O ataque do São Paulo tem apenas 27 gols marcados no Brasileiro. Rendimento fraco, ao contrário da defesa, que sofreu 28 gols. E mesmo a defesa tem piorado nos últimos jogos.

É o que Hudson aponta. “Sofremos muitos gols de bola parada. Uma quantidade grande. Estamos treinando para que isso pare. O trabalho de Ricardo Gomes hoje foi nesse sentido. Foi um treino bem específico.”

Ricardo Gomes tem pedido a Hudson um posicionamento diferente do anterior, no primeiro semestre. “Agora, eu fico bem fixo na defesa, na frente da zaga, liberando o Thiago Mendes e o Wesley”. Talvez por isso, tenha uma boa média de desarmes, são 4,6 por jogo; bom para a defesa, mas pouco em relação ao ataque, como ele mesmo diz.
O treino, fechado para a imprensa, teve as voltas de Michel Bastos -fez um gol-, Kelvin e Chávez.

Por Folhapress

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