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Honda WR-R já tem lista de espera no Amazonas

O lançamento aconteceu na última sexta-feira (24) – Emerson Quaresma

Como em todo o Brasil, a Honda apresentou, na última sexta-feira (24), em Manaus, o seu novo utilitário esportivo, o Honda WR-V. Ele chega para atender a uma crescente demanda por SUVs no país. Como o SuperMáquinas acompanhou em novembro do ano passado, se trata do mesmo modelo revelado ao público brasileiro no Salão do Automóvel de São Paulo, mas que só agora começa a ser vendido aos brasileiros e aos amazonenses pela Shizen Veículos.

Com duas versões, na de entrada, o EX, ao preço de R$ 79.400, e a versão topo de linha, o EX-L a R$ 83.400. Segundo o diretor de concessionárias do Grupo Simões, Marcus Vinícius Almeida, do mesmo modo que no resto do país, a Shizen recebe as duas versões do lançamento e garante que são carros com uma tecnologia embarcada muito boa.

“O que não se tem embarcado, tem como acessório. A lista de espera em Manaus está aberta. Teremos uma quantidade limitada mensalmente. Mas, ao longo do tempo tenho certeza que teremos quantidade suficiente para atender os clientes interessados”, afirma Marcus Vinícius, que informa que a partir de agora o veículo está à disposição dos clientes para teste drive. “Nada substitui a experiência de dirigir esse caro. Por mais que eu fale eu não foi chegar nem perto do prazer que é conduzir o WR-V”, sustenta.

WR-V vem na plataforma do Fit, mas é “outro carro”

Ele observou que a nova aposta da fabricante é um projeto pensado no Brasil, onde o consumidor descobriu nos utilitários esportivos uma categoria com apelo regional, por ser um carro um pouco mais alto, adequando para todas as condições de pistas do Brasil. Além de agregar outros benefícios como a dirigibilidade, o diretor observou, com base no preço do WR-V, que o custo é acessível. “Pelo custo de um bom sedã, você leva um utilitário”, compara.

O diretor lembrou que a Honda, com o HR-V, lançado há dois anos, revolucionou o segmento que era ocupado por carros muito grandes ou de porte bem menor. Logo depois a Jeep lançou os seus modelos concorrentes, seguida de outras marcas. “Agora a Honda com o HR-V e o CR-V muito bem posicionados, lança um carro abaixo da HR-V, mas que entrega todos benefícios de um esportivo utilitário”, afirma.

Marcus Vinícius reconhece que o WR-V vem na plataforma do Fit, mas, salienta que é “outro carro”. “Quando se fala em plataforma de Fit, se pensa que é um Fit melhorado. Mas, não tem nada a ver com o Fit, porque são propostas diferentes. O WR-V também chega para ocupar outra lacuna no portfólio da Honda e do próprio mercado e por isso ainda tem um concorrente direto”, diz.

Apesar de o diretor dizer que são propostas diferentes, a comparação com o Fit é inevitável, uma vez que o WR-V é fabricado sobre a mesma plataforma que o hatch, com pequenas alterações que o deixaram maior. A diferença de tamanho é pequena, já que não poderiam esticar demais – afinal, o próprio HR-V usa a mesma base. O entre-eixos aumentou de 2,53 metros (m) para 2,55 m, valor que não muda nada para os passageiros, apenas para compensar as mudanças na suspensão e a nova barra estabilizadora.

O WR-V recebeu uma nova suspensão, com amortecedores com batente hidráulico

Para ganhar um pouco de capacidade off-road, o WR-V recebeu uma nova suspensão, com amortecedores com batente hidráulico e diâmetro de cilindro reforçado. Trocaram a barra estabilizadora do Fit, para compensar a posição mais elevada, que subiu para 17,9 centímetros. Os ângulos de ataque e saída passaram para 21° e 33°, respectivamente. Não é o suficiente para enfrentar toda a BR-319 na temporada de inverno, mas o suficiente para aquela viagem ao sítio.

Apensar dos insistentes comparativos, o WR-V tem um design diferenciado do Fit. A frente conta com uma versão diferente da linguagem visual da marca, por sua grade frontal maior. Aliado ao capô menos inclinado e ao novo para-choque dianteiro, cria uma imagem de robustez para o carro. Acompanham os apliques de plástico preto sobre as caixas de roda e saias laterais, item polêmico que faz parte de todos os automóveis que tentam convencer que podem andar na terra.

A traseira é totalmente diferente, com um desenho exclusivo. No Fit, as lanternas traseiras focam na posição vertical, subindo ao lado do vidro do porta-malas. No WR-V, elas invadem a tampa do porta-malas, seguindo o mesmo estilo utilizado na nova geração do CR-V. Por dentro, temos o mesmo carro que o Fit em todos os detalhes, exceto no acabamento em volta das saídas de ar (cromadas no novo modelo) e na possibilidade do banco vir em dois tons.

Emerson Quaresma

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