Dia a dia

Homens são presos acusados de matar caseiro e roubar os pertences de uma chácara de luxo

 

Apontados pela polícia como autores do latrocínio  (roubo mais o agravante da morte) do caseiro Rosiro Lopes dos Santos, 48, o borracheiro Israel Medeiros da Silva, 32, e o ajudante de pedreiro Wellington Palheta Nascimento, 29, foram presos durante a operação “Domum Speculo” da Polícia Civil.

Após amarrar e esfaquear o caseiro no pescoço, os suspeitos roubaram duas televisões, joias, celulares e bebidas importadas. Os objetos estão avaliados em R$ 30 mil e o caso aconteceu no dia 23 de abril deste ano, segundo informações da polícia. De acordo com as investigações, três pessoas, entre eles uma mulher, foram presas durante a operação, mas foram liberadas por colaborarem com as investigações.

Um dos envolvidos no assalto e na morte do caseiro, Geovane Maciel, foi assassinado no dia 19 de maio, dois dias antes de ter um mandado de prisão expedido em nome dele. Geovane foi morto enquanto  fazia assaltos.

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À reportagem, Israel negou a autoria do crime e disse que foi preso por ter comprado um celular que foi roubado do local do crime. “Eu comprei esse celular por R$ 10 e vendi por R$ 20 depois, mas não sabia que era roubado. Estou preso desde então e a polícia não tem provas contra mim. Isso é uma injustiça!”, alegou o suspeito. Wellington também negou a autoria do assassinato.

Conforme o delegado Rodrigo Sá, titular do 20 Distrito Integrado de Polícia (DIP), Wellington consumia bebidas alcoólicas com os comparsas, quando avistou o caseiro, com quem costumava beber e conversar com frequência. Ao entrarem na chácara, o bando planejou o assalto, depois de perceber que se tratava de uma propriedade de luxo. Os criminosos chegaram ainda a chamar duas mulheres para seduzir o caseiro, antes de começarem a roubar os pertences. Ao tentar impedir que o roubo acontecesse, Rosiro reagiu e lutou com os criminosos e acabou sendo amarrado e morto.

“As investigações iniciaram quando achamos um chip da vítima na casa e pedimos o sigilo telefônico, onde soubemos com quem ele falou e com quem se encontrou no dia do crime. Em seguida, identificamos os autores do assassinato e fizemos o monitoramento até chegar na prisão deles”, informou.

O delegado disse ainda que Wellington é considerado um elemento de alta periculosidade, por ser conhecido no bairro como psicopata. Ele também é  alvo de investigações na delegacia por envolvimento em outros crimes.

“Foi uma investigação intensa, muito delicada, para conseguirmos provas que pudessem robustecer as investigações e um mandado de prisão, que acabou sendo convertido de temporária para preventiva”, disse Sá.

A dupla foi indiciada por latrocínio. Eles serão levados ao Centro de Detenção Provisório Masculino (CDPM).

Ana Sena

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