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Homem que teve corpo esquartejado e distribuído em malas era suposto morador de rua, aponta polícia

O quarteto foi atuado por homicídio quadruplamente qualificado em razão do motivo torpe e outros crimes - foto: divulgação

O quarteto foi atuado por homicídio quadruplamente qualificado em razão do motivo torpe e outros crimes – foto: divulgação

Três homens foram apresentados na manhã desta quarta-feira (14) na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), por participação na morte e esquartejamento de um homem cujas partes do corpo foram dividido em duas malas encontradas nos dias 8 e 9 desde mês, nas proximidades do Cemitério São João Batistas, Zona Centro-Sul de Manaus.

Os suspeitos são Hérison Ilemy da Silva Lobato, 22, conhecido como ‘Jow Jow’, Igor Vale de Miranda, 27, e Cristiano Rodrigues Ferreira, 29, conhecido como ‘Catita’. Eles foram presos no último sábado (10), em cumprimento a mandado de prisão preventiva expedidos pela justiça do Amazonas. A vítima era um suposto morador de rua.

De acordo com o delegado Ivo Martins, titular da DEHS, a partir do momento que foi constato que se tratava de um corpo humano dentro das malas, foram iniciadas as investigações. As imagens das câmeras de segurança de uma residência nas proximidades do cemitério ajudaram na identificação dos suspeitos.

“Coletamos a imagens das câmeras de uma casa bem próxima ao local onde foi deixada a segunda mala e conseguimos identificar um homem e uma mulher deixando-a na noite de quarta-feira (7), por volta das 21h50.  A partir daí, conseguimos chegar ao dono da mala e em seguida ao neto dele, que é o rapaz que aparece nas imagens.  Durante o depoimento, o jovem confessou e entregou os outros comparsas”, disse Ivo Martins.

O delegado explicou como foi dinâmica dos fatos. Ao todo, seis pessoas participaram do crime. “Três deles mataram a vítima, outros três o esquartejaram e dois desses deixaram as malas nas proximidades do cemitério, sendo que, até o momento, conseguimos prender três. Os outros seguem foragidos, mas já foram identificados. Uma mulher que estava junto com o suspeito que deixou a segunda mala foi ouvida e liberada”, contou.

Motivação

Ivo Martins caracterizou a motivação do crime como fútil e banal. “Absolutamente fútil e banal. A vítima, até o momento, não foi identificada formalmente, pois ninguém foi procurá-la no Instituto Médico Legal (IML), mas temos indicativo que seja um morador de rua, de nome Wellyngton Lima dos Santos. Depois de matar, eles revolveram esquarteja-lo porque não iriam conseguir sair do beco onde ocorreu o crime com um corpo inteiro naquele horário”, falou o delegado.

Ele disse ainda que a vítima costumava fazer algumas arruaças nas proximidades da avenida Boulevard Alvaro Maia, bem próximo onde as malas foram encontradas.

“A vítima ameaça as pessoas daquela localidade com uma faca, isso teria causado um certo descontentando e intranquilidade e, de certa forma, estava atrapalhando o tráfico doméstico que é comandado pelo Catita, então, ele ordenou o morador de rua fosse morto”, concluiu o delegado.

O quarteto foi atuado por homicídio quadruplamente qualificado em razão do motivo torpe, pelo modo cruel com a qual a vítima foi morta e alguns deles por ocultação de cadáver e associação criminosa.

Entenda o caso

As duas malas com as partes do corpo foram encontradas nos dias 8 e 9 deste mês. A primeira foi encontrada pelo vendedor ambulante João Pereira, 56, na calçada do cemitério São João Batista. Dentro da mala havia dois sacos de lixo, onde estavam o tronco de as coxas.

No dia seguinte, um homem que não teve o nome divulgado encontrou a segunda mala, na rua Belém, atrás do cemitério, onde estava os braços e a cabeça.

Os restos mortais estão na sede do Instituto Médico legal (IML), na Zona Norte da capital.

Por Mara Magalhães

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