Dia a dia

Homem e bebê são baleados após invasão de traficantes no Prosamim Mestre Chico

Policiais militares da 1ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) estiveram no local, mas nenhum dos atiradores foi encontrado – Mara Magalhães

Um homem de 38 anos, conhecido somente como ‘Magrão’, foi baleado, na noite desta quinta (20), após ter a casa invadida por pelo menos quatro homens armados e encapuzados. O fato ocorreu no Prosamim do Mestre Chico, no bairro Cachoeirinha, Zona Sul de Manaus. Durante o tiroteio, uma criança de 1 ano e sete meses foi atingida por um dos disparos.

De acordo com moradores, os bandidos chegaram ao local em dois carros, de placas não identificadas, sendo que um desceu pela rua Ipixuna e outro pela Ramos Ferreira.

“Os bandidos que vieram pela Ipixuna invadiram a casa do Magrão e atiraram nele. Em seguida, foram embora. Minutos depois os suspeitos que desceram pela Ramos Ferreira começaram a atirar novamente no meio do Prasamim. Tinha muita gente na hora, todo mundo ficou desesperado. Todos correram com medo dos tiros”, contou uma moradora, que preferiu não se identificar por medo de represália.

De acordo com informações de policiais militares da 1ª Companha Interativa Comunitária (Cicom), a criança é vizinha de ‘Magrão’ e foi atingida por uma bala perdida no umbigo.
As vítimas foram socorridas por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). ‘Magrão’ foi levado para o Pronto Socorro 28 de Agosto, na Zona Centro-Sul de Manaus. A polícia não soube informar para onde a criança foi levada.

Conforme testemunhas, ‘Magrão’ era envolvido com o tráfico de drogas e, provavelmente, isso motivou a tentativa de homicídio. Os suspeitos que atiraram em ‘Magrão’, segundo populares, são traficantes do bairro Morro da Liberdade, que fica na mesma Zona.

“Esse crime ocorreu por disputa de boca de fumo. Os traficantes do Morro querem dominar as bocas de fumo do Prosamim e, devido a isto, está ocorrendo esses tiroteios. Não é a primeira vez que tentaram matar o ‘Magrão”, contou uma testemunha.

Em um alumínio que servia como parede na casa de ‘Magrão’ tinha varias marcas de tiros

Falta de segurança

Os moradores do Prosamim reclamam da falta de policiamento na área. Segundo eles, quase todos os dias ocorrem tiroteios no local.

“Não sabemos mais o que fazer, todo dia tem tiroteio. O povo está apavorado. Se eu tivesse condições já teria ido embora desse lugar. Aqui não mora só bandido não, existem pessoas de bem também. Vivemos com medo, não podemos ficar na porta de casa, pois a qualquer momento pode começar um tiroteio”, disse outra moradora, que também preferiu não se identificar.

Outro morador reclamou da demora da polícia chegar no local quando é acionada para alguma ocorrência.

“Quando acontece alguma coisa aqui, a polícia demora muito para chegar. Hoje mesmo, assim que ouvir os tiros, eu acionei a PM, mas eles chegaram aqui depois de 40 minutos. A situação aqui é muito complicada. Estamos à mercê da própria sorte”, falou.

Mara Magalhães
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