Política

Henrique registra candidatura no TRE-AM e diz que, mesmo em lados opostos, segue amigo de Melo

 Henrique aposta que sua candidatura é apresentada como uma via alternativa diante das chapas que representam o sistema – foto: divulgação


Henrique aposta que sua candidatura é apresentada como uma via alternativa diante das chapas que representam o sistema – foto: divulgação

O prefeiturável Henrique Oliveira (SD) e seu vice, Alessandro Bronze, da na coligação ‘Manaus para vencer’, protocolaram na manhã desta quinta-feira (11), o registro de candidatura junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).

Com o registro da candidatura, ainda hoje será emitido o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) necessário para a prestação de contas da campanha.

Na ocasião, foram protocolados também o registro para que 149 pessoas disputem uma vaga na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Henrique disse que a campanha está orçada em R$ 4 milhões e que, a partir da próxima terça-feira (16), irá ganhar as ruas da cidade.

“Para mim, é o momento mais gostoso. Teremos o feedback da cidade em relação a nossa aprovação/reprovação, apertando a mão do povo, entrando na casa das pessoas, conversando olho no olho e propondo o real resgate de Manaus, dos compromissos que não saíram do papel nos últimos 20 anos”, disse o candidato que traz para a campanha as mesmas propostas apresentadas em 2012, quando também disputou a prefeitura. A justificativa é que os problemas continuam e não foram enfrentados pelo atual prefeito.

Henrique aposta que sua candidatura é apresentada como uma via alternativa diante das duas chapas, consideradas por ele como “representativas do sistema”, com possibilidades consistentes de chegar ao segundo turno e à eleição.

Alianças
O candidato falou sobre as últimas alianças formadas pelo candidato à reeleição Arthur Neto e pelo oponente, Marcelo Ramos (PR), que nas convenções finais foram apoiados por Eduardo Braga (PMDB) e Omar Aziz (PSD), respectivamente. Henrique usou metáforas para avaliar estas uniões.

“São coligações ‘frankstein’ [referindo-se a um personagem que tem como característica maior ser composto por ‘remendos’]. Um pegou alguém que era declarado inimigo mortal, que há 10 dias falava mal, e o outro se coligou com quem, na campanha para governo, enxovalhava a sua vida particular”, disse Oliveira que acredita que essas alianças também foram formadas pensando no tempo maior de propaganda eleitoral na TV.

“A nossa coligação é com o povo”, destacou. “Eu tenho um partido pequeno que é o PRTB ao meu lado e o PMB. Não tenho uma mulher como vice, mas nós temos um partido inteiro que representa as mulheres. Nossa kombi vai sair às ruas vazia, mas a gente quer que sempre volte lotada pela população, com as pessoas que realmente precisam do serviço público”, completou o candidato a prefeito de Manaus.

Omar e Melo
Henrique se autodenomina um “peixe fora d’água” no contexto das últimas convenções partidárias. Relembrando a trajetória, de vereador a vice-governador, o candidato afirmou “não precisar pedir bênção de ninguém” por ser um “político independente”.

“Sem apoio, conquistei 35 mil votos quando fui eleito vereador. Sem precisar pedir bênção para o Omar ou quem quer que seja, fui eleito deputado federal com 90 mil votos. Como candidato a prefeito, ninguém acreditava na expressividade da nossa campanha e levamos 170 mil votos. E foi justamente por essa minha musculatura eleitoral que fui chamado para vice-governador e conseguimos alcançar a vitória”, disse.

Mesmo sem o apoio do Partido Republicano da Ordem Social (Pros), do governador José Melo, Henrique afirma que não abre mão de dizer que faz parte da chapa que o elegeu e que segue amigo do governador.

“Só que agora é o meu caminho, é a minha vez de ter uma caneta com tinta”, ressaltou Henrique, referindo-se aos decretos importantes que são assinados por prefeitos em prol da população. “As minhas candidaturas parlamentares possuem limitações. Parlamentar fiscaliza e propõe leis e como prefeito vou poder tomar decisões que mudem as vidas das pessoas”, finalizou.

Por Rosianne Couto

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