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Handebol angolano não conseguiu marcar amistosos no Brasil

Para tentar jogar com dignidade, o treinador da seleção de Angola trouxe ao Brasil nove jogadoras do time que ele mesmo treina - foto: divulgação

Para tentar jogar com dignidade, o treinador da seleção de Angola trouxe ao Brasil nove jogadoras do time que ele mesmo treina – foto: divulgação

Na ânsia de conseguir melhorar sua preparação para o torneio feminino de handebol, as africanas de Angola chegaram com dez dias de antecedência ao Rio de Janeiro. Ao que parece, porém, a chamada polida final do time não será tão forte assim.

“Viemos na eminência de fazer alguns jogos amistosos. Mas parece que Angola não tem assim tantos créditos, as seleções adversárias não nos veem com bons olhos”, disse à Folha o treinador Filipe Cruz, que vai disputar sua primeira Olimpíada.

O contato com equipes adversárias, segundo o técnico angolano, também tem sido pequeno até agora, o que tem dificultado a marcação de jogos preparatórios.

“Nossa trajetória foi muito atropelada por causa dos problemas econômicos em Angola. Inicialmente havia planejado fazer toda a preparação na Europa, mas não conseguimos. Conseguimos completar uns 70% do nosso plano de preparação”, disse Cruz.

Para tentar jogar com dignidade, o treinador da seleção de Angola trouxe ao Brasil nove jogadoras do time que ele mesmo treina, o 1º de Agosto, que pertence aos militares.

“O campeonato em Angola tem dois times, o 1º de Agosto e o Petroleos. Existem outros três times que estão lá apenas para acompanhar”. Por isso, admite o treinador angolano, não existe um leque tão grande de opções para se montar um time de alto nível.

Todas as jogadoras que estão no Rio de Janeiro atuam dentro do handebol (lá a palavra não tem H) do país africano.

“Viemos aqui para competir de igual para igual. Nós sabemos que na teoria todas as outras equipes são melhores, mas na prática temos que ganhar ou perder com dignidade”, afirmou Cruz. “Estão aqui as 12 melhores seleções do universo”.

A Angola é uma potência do handebol africano, com 11 títulos continentais seguidos entre 1989 e 2012, mas, nos últimos quatro anos, os resultados não vieram.

Apesar disso, o time feminino de handebol está desde 1996 na Olimpíada. Mas nunca mais conseguiu repetir o 7º lugar obtido logo na estreia. Em Londres, as angolanas ficaram em 10º lugar entre as doze seleções que participaram do torneio olímpico.

Angola e Brasil se enfrentam na primeira fase, dia 12 de agosto, às 9h30 na Arena do Futuro.

Por Folhapress

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