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Há dias sendo consumida pelo fogo, zona rural de Caapiranga pede socorro

O grupo, formado por cerca de 20 pessoas, além de seis bombeiros, tenta combater os focos de incêndio que se espalham na área - fotos: Corpo de Bombeiros

O grupo, formado por cerca de 20 pessoas, além de seis bombeiros, tenta combater os focos de incêndio que se espalham na área – fotos: Corpo de Bombeiros

Afetada por diversos focos de incêndio, a zona rural do município de Caapiranga (a 134 quilômetros de Manaus) está pedindo socorro. Com diversas plantações atingidas pelas chamas, os prejuízos para pecuaristas e pequenos agricultores são inúmeros, segundo a coordenadoria da Defesa Civil da cidade. Até o momento, porém, tudo com o que contam é o empenho de seis homens do Corpo de Bombeiros e alguns voluntários, além do pessoal da prefeitura.

“Os focos tiveram início há uns 10 dias e já atingiram uma vasta área de vegetação nos 32 quilômetros da estrada Ary Antunes, que liga a sede de Caapiranga à comunidade de Mendeca, onde vivem 500 pessoas”, relatou ao EM TEMPO Online o coordenador da Defesa Civil na cidade, Sebastião Andrade.

Segundo ele, ainda não é possível precisar o tamanho da área afetada, mas sabe-se que é muito extensa e que pelos menos 100 produtores rurais já foram afetados. “Estamos fazendo um levantamento para mensurar não só a área atingida, mas também quantas plantações foram destruídas. Esse documento deve ser entregue nesta quarta-feira (30) à Defesa Civil do Estado, na capital, para que o governador possa nos ajudar”, relatou.

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Andrade contou que muitas plantações de cará, banana, mandioca e açaí já foram destruídas pelo fogo e que até uma cabeça de gado já foi perdida. O coordenador também ressaltou o creio das autoridades municipais em relação à saúde da população, cerca de 11.300 habitantes (entre as zonas rural e urbana), tendo em vista a grande quantidade de fumaça que cobre a região.

“Até o centro da cidade está esbranquiçado pela fumaça e as pessoas podem adoecer por causa disso, tendo seus pulmões afetados”, comentou.

A origem dos focos de incêndio é desconhecida, mas as altas temperaturas e o tempo seco contribuem para dificultar o combate às chamas, que alastram em meio às folhagens de galhos ressecados. Outro agravante é a distância em que alguns focos ocorrem. “Tem deles há mais de 20 quilômetros para dentro da floresta a partir da estrada”, ilustra Sebastião Andrade.

Combate

Uma equipe de seis homens do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar está há quatro dias ajudando no combate ao fogo em Caapiranga, mas o trabalho conta com a ajuda de diversos voluntários da Secretaria de Meio Ambiente e Defesa Civil do município, assim como dos próprios agricultores e de técnicos do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam).

Segundo a assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros, um dos militares que integra a equipe relatou que, ao chegarem, na localidade, entraram em uma área de 1500X350m, das quais queimaram entorno de 400X150. Nesse local, o foco foi controlado com a ajuda dos ajuda dos voluntários da prefeitura, evitando-se que as chamas chegassem a mais plantações e á usina termoelétrica e usina de distribuição de gás da cidade.

O grupo, formado por cerca de 20 pessoas, além dos seis bombeiros, conta com uma picape, uma Montana, um caminhão com três tanques de 1000 litros, um trator tipo Jerico equipado com um tanque de 3000 e uma motobomba.

A equipe de bombeiros tem atendido uma média de quatro a cinco ocorrências por dia desde que chegou, além de fazer o trabalho de conscientização da população local, principalmente os agricultores ao longo dos 32 de rodovia.

Por Yndira Assayag

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