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Grupos do AM articulam protesto a favor do impeachment

Ato está sendo marcado pela internet para o dia 13, em Manaus. Já a CUT articular ação em favor de Dilma, para o dia 16 – foto: Ione Moreno

Ato está sendo marcado pela internet para o dia 13, em Manaus. Já a CUT articular ação em favor de Dilma, para o dia 16 – foto: Ione Moreno

Grupos anti-Dilma em Manaus, que apoiam o impeachment da presidente, se articulam nas redes sociais e em grupos de WhatsApps chamando a população para aderir a um grande ato no próximo domingo, à tarde. Ao mesmo tempo, apoiadores da presidente que se posicionam contrários ao que classificam de “golpe”, articulam um protesto para o próximo dia 16.

O ato em favor de Dilma, previsto para quarta-feira (16), está sendo encabeçado pela Central Única dos Trabalhadores do Amazonas (CUT-AM). Conforme o presidente da entidade, Valdemir Santana, o ato pró-Dilma é uma forma de esclarecer a população sobre o que realmente está acontecendo.

“Somos a favor da democracia. Somos contra o impeachment porque não tem nada que comprove a posição da presidente. Estaremos junto com a direção nacional no dia 16. A mídia não mostra o que aconteceu de bom nesses últimos 12 anos e as pessoas se deixam enganar por isso”, explicou o dirigente. Neste mesmo dia, a CUT vai realizar ato nacional em favor de Dilma, em São Paulo.

Para o estudante universitário Henrique Barbosa, 19, que irá comparecer na manifestação contra o impeachment, o processo de retirada da presidente Dilma não resolveria o problema de corrupção instaurado no país.

“O processo de impeachment nada mais é do que uma queda de braço, onde o Cunha (presidente da Câmara dos Deputados) quer se sobressair para levar vantagem. O impeachment nunca vai resolver o problema de corrupção enraizada. De que adianta tirar a presidente se a maioria das acusações vem da base? O povo não vê que a base tem mais culpa no cartório do que o poder mais alto”, esclareceu.

Em contrapartida, ato pedindo a retirada da presidente está previsto para acontecer no domingo. O movimento promete grande público, assim como as manifestações que aconteceram no país em junho de 2013.

Por Luis Henrique Oliveira

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