Dia a dia

Grupo tenta voltar à invasão Cidade das Luzes

Aproximadamente 200 famílias foram retiradas do terreno, em dezembro do ano passado, por ordem judicial- foto: Josemar Antunes

Aproximadamente 200 famílias foram retiradas do terreno, em dezembro do ano passado, por ordem judicial- fotos: Josemar Antunes

Um grupo de 50 ex-moradores da Comunidade Cidade das Luzes, localizada no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus, tentou retornar ao terreno, na manhã desta segunda-feira (4). Homens, mulheres e crianças foram ao local motivados por notícias de que a área seria retomada. Uma patrulha da Polícia Militar (PM), que faz segurança do terreno particular, impediu a entrada. Os moradores disseram que irão aguardar uma decisão oficial para ocupar novamente os lotes.

O carpinteiro Francisco Firmino, 39, disse que investiu R$ 50 mil na construção da moradia e lamentou a perda da casa, de alvenaria, que havia construído na invasão. Agora, ele mora com a mulher e os filhos em um quarto cedido pela sogra. “Fiz um investimento altíssimo para ter uma moradia, hoje vivo de favor com a minha família e não tenho condições de pagar um aluguel. A gente espera que o governador resolva a nossa situação, pois na campanha eleitoral prometeu que ninguém iria sair do local”, disse Francisco.

Na reintegração foram destruídos os casebres

Na reintegração foram destruídos os casebres

O industriário José Oneri Silva de Mesquita, 30, também mora com a esposa na casa da sogra. Os bens, ele deixou na casa de amigos e parentes. “Hoje, estou desempregado e não tenho condições de pagar aluguel. Ainda tenho esperança de ocupar o local para morar com a minha família”, disse José Oneri.

Aproximadamente cinco mil famílias foram retiradas do terreno, em dezembro do ano passado, por ordem judicial. Na reintegração de posse, também foram destruídos os casebres de madeira e casas de alvenaria já construídas.

Por Josemar Antunes

3 Comments

3 Comments

  1. Amazonas Em Tempo

    6 de janeiro de 2016 at 17:01

    A legenda da primeira figura diz que foram retirados aproximadamente duzentas famílias do terreno. Já no ultimo paragrafo, o repórter diz que foram retirados aproximadamente cinco mil famílias do terreno. Incoerência? Burrice?

  2. Renan

    5 de janeiro de 2016 at 08:43

    Com os 50 mil investidos eu compraria um terreno nos loteamentos que estão sendo oferecidos na AM-070 e teria algo meu registrado em cartório. O absurdo é que OS INVASORES ainda se julgam estarem com a razão. Estes são verdadeiros criminosos, pois invadem e destrói terrenos de outras pessoas e quando perdem tudo ainda pedem para governo resolver a questão? É incrível. Por isso que o Brasil não vai para frente, pois o povo só quer viver do assistencialismo do Governo, que dar bolsa, casa e outros benefícios, só falta à roupa lavada; e o governo se aproveita dessa situação para se manter no poder, isso explica o porquê não foi cortado nenhum benefício e ainda por cima, reajustaram em época de crise, afetando outros setores como saúde, educação.

  3. Abraão

    4 de janeiro de 2016 at 18:24

    Axo interesante ta desempregado e gastou 50 mil pra invadir area de preservasáo ambietâo e cakaro que e bandido váo trabalhar bando de vagabundo e vagabundas e comprar um lugar p vcs como todo mundo faz na luta c sacrificio

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir