Economia

Grupo Shell quer aumentar cadeia de fornecedores na Zona Franca de Manaus

O anúncio foi feito pelos representantes da companhia, Carlos Montagna e Marcelo Mofati, durante reunião com empresários do PIM, realizada na sede da Fieam, nesta quarta (27) – foto: divulgação

O anúncio foi feito pelos representantes da companhia, Carlos Montagna e Marcelo Mofati, durante reunião com empresários do PIM, realizada na sede da Fieam, nesta quarta (27) – foto: divulgação

Representantes da Shell no Brasil, empresa anglo-holandesa que atua no segmento de petróleo e gás, estão interessados em identificar empresas fornecedoras no Polo Industrial de Manaus (PIM) para ampliar sua cadeia de fornecedores na região.

O anúncio foi feito a empresários e lideranças da Zona Franca de Manaus (ZFM), durante reunião realizada, nesta quarta (27), na sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), situada na avenida Joaquim Nabuco, Centro.

A Shell atua em mais de 70 países e emprega mais de 94 mil pessoas e sua rede de varejo de combustíveis possui cerca de 44 mil postos de serviço, além de contar com posição estratégica de fazer exploração de petróleo em alto mar.

O presidente da Feam, Antonio Silva, revelou que a entidade se fará presente na próxima reunião de negócios da Shell em São Paulo, em 18 de junho, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A iniciativa visa acompanhar as empresas fornecedoras da Shell e trocar informações sobre as condições necessárias para ingressar nessa cadeia de insumos, equipamentos e serviços necessários ao processo de exploração da Shell.

“Estamos percorrendo as federações das indústrias no país, com objetivo de estabelecer plataforma de fornecedores mundiais no Brasil, com ênfase para áreas de conteúdo local, mercado e tecnologia da empresa”, disse o diretor de Coordenação de Upstream, Carlos Montagna.

“O conteúdo local é um dos princípios da Shell, desenvolvendo mercado no Brasil. Sendo assim, a indústria local do Amazonas, podendo nos oferecer bens e serviços e sistemas, com preço competitivo, cumprindo prazos e com qualidade, pode se tornar nossa fornecedora”, destacou o gerente de Desenvolvimento de Mercado Upstream, Marcelo Mofati.

Novas empresas

Na avaliação do secretário de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), Thomaz Nogueira, a exposição da Shell deve ser vista como grande oportunidade para atrair novas empresas para PIM, que conta com tributação fiscal diferenciada no sentido de desenvolver a Amazônia.

A sugestão de Nogueira é apresentar o que o PIM oferece às potenciais indústrias que podem formar a cadeia de fornecedores da Shell no Brasil.

A Shell produz diariamente 3,2 milhões de barris de óleo e cerca de 19,6 milhões de toneladas de gás natural liquefeito (GNL). Em 2013, lucrou US$ 19,5 bilhões e fez investimento de US$ 44,3 bilhões líquidos, sendo US$1,3 bilhão em Pesquisa & Desenvolvimento.

No Brasil, a companhia alcançou uma produção anual em 2014 de 15,2 milhões de barris.

A estratégia de suas ações desde 2010 é tornar a Shell Brasil a empresa internacional de P&G mais comprometida com o Conteúdo Local, sabendo que será através do conteúdo local que a empresa quer aumentar a vantagem competitiva na busca por hidrocarbonetos.

Com informações da assessoria

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