Política

Grupo pede a cassação de dois vereadores de Parintins

Presidente em exercício da Câmara de Parintins (no centro) recebeu o pedido de cassação – foto: Tadeu de Souza

Presidente em exercício da Câmara de Parintins (no centro) recebeu o pedido de cassação – foto: Tadeu de Souza

Parintins (AM) – A nove dias do julgamento na 1ª Vara da Comarca de Parintins dos vereadores afastados Ray Cardoso (PMDB) e Everaldo Batista (Pros), acusados pelo Ministério Público do Estado (MPE) pelos crimes de peculato, estelionato e falsidade ideológica, o Movimento de Combate à Corrupção de Parintins (MCCP) protocolizou na manhã de ontem, na secretaria da Câmara Municipal de Parintins (distante 369 quilômetros de Manaus), uma representação pedindo a cassação do mandato de ambos por quebra de decoro parlamentar.

“Nosso documento está embasado na denúncia do Ministério Público do Estado. Há uma farta documentação de provas”, disse o presidente do MCCE, professor Alexandro Medeiros, ao entregar o documento à presidente interina da casa, vereadora Karine Brito (PHS).

A entrega dos documentos aconteceu no plenário Raimundo Almada com a presença da imprensa e dos vereadores Juliano Santana (PDT) e Ernesto de Jesus (PEN), que se encontravam na Câmara.
O Movimento de Combate à Corrupção de Parintins anexou à peça jurídica que pede a cassação dos vereadores um abaixo-assinado com mais de mil assinaturas da sociedade civil pública.

“Isso mostra a indignação das pessoas com essa realidade, hoje, na Câmara municipal”, disse o professor da Universidade do Estado do Amazonas, Eliseu Souza, um dos integrantes do MCCE.
O presidente do grupo afirmou que o país vive uma luta permanente contra a corrupção e que Parintins não poderia ficar ausente diante de fatos graves que vêm se registrando na “política tupinambarana”, principalmente os que foram denunciados pelos promotores Flávio Mota, Carolina Monteiro e Yara Rebeca Marinho.

A presidente interina do Legislativo, Karine Brito, recebeu o documento juntamente com o advogado Carlos Almeida, chefe do setor jurídico da casa. “Lamentamos que hoje a Câmara experimente esse desgaste todo, mas, infelizmente, a lei precisa ser cumprida e o povo precisa ser respeitado. Precisa ter uma resposta à altura do Poder Legislativo”, afirmou.

Karine disse que após a apresentação da denúncia em plenário, o documento será encaminhado ao Conselho de Ética da Câmara para emitir seu parecer e em seguida, a denúncia será lida em uma sessão para que os vereadores tomem conhecimento. “Vamos cumprir a lei e o regimento da casa”, enfatizou Karine Brito.

Notificação
O EM TEMPO entrou em contato com o advogado do vereador Ray Cardoso, Fábio Cardoso. Ele disse que no momento não pretende se manifestar. Vai aguardar a matéria tramitar na casa e posteriormente, se for o caso, irá falar.

A mesma posição é da assessoria do presidente afastado da Câmara, Everaldo Batista. “Enquanto não houver uma comunicação oficial da Câmara nem vereador e nem seu advogado falam com os jornalistas”, disse.

Por Tadeu de Souza

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