Cultura

Grupo encena texto de Álvaro Braga no Teatro Gebes Medeiros

 A protagonista é interpretada pela atriz Tharcila Martins – foto: divulgação


A protagonista é interpretada pela atriz Tharcila Martins – foto: divulgação

A Cia. de Atores Escalafobéticos apresenta, hoje, o espetáculo ‘A última dança de Cátia Bolerão’, no Teatro Gebes Medeiros (Ideal Clube, avenida Eduardo Ribeiro, Centro). Serão duas sessões com entrada gratuita: a primeira às 18h e a segundas às 20h. A peça, que possui classificação indicativa de 16 anos, foi aprovada no Edital Prêmio Manaus de Conexões Culturais 2015, e conta com o apoio da Fundação Manauscult, da Prefeitura de Manaus.

A montagem do espetáculo marca o início dos estudos do diretor da companhia, Wallace Abreu, sobre a obra dramatúrgica de Álvaro Braga, que deverá tornar-se objeto de sua tese de doutorado. Abreu dedica-se academicamente ao estudo, registro e valorização da produção literária dramatúrgica amazonense. Em sua dissertação de mestrado, desenvolveu uma análise da obra do também dramaturgo amazonense Sérgio Cardoso.

“É necessário esse registro acadêmico sobre a obra de importantes dramaturgos que temos ou tivemos em nossa cidade. Precisamos nos preocupar com o registro da nossa produção cultural para que esta não se perca ou seja esquecida. Assim como Sérgio Cardoso e outros, Álvaro Braga é um nome que precisa ser lembrado, e que possui um número considerado de obras dramatúrgicas que merecem ser analisadas e interpretadas”, destaca Abreu.

‘Cátia Bolerão’ é o último texto dramatúrgico escrito por Álvaro Braga, que nasceu em Manaus no dia 20 de julho de 1951. Iniciou sua breve carreira no teatro profissional em 1972, como ator. Em 1974, fundou o Teatro de Cultura Popular (TCP), mais tarde denominado Grupo de Teatro Paschoal Carlos Magno. Além de ator, diretor teatral e dramaturgo, Álvaro Braga atuou também como jornalista e produtor de TV. Morreu em 1983, aos 32 anos.

Noite e boleros
A peça ‘A última dança de Cátia Bolerão’ narra o envolvimento de Joãozinho (Klindson Cruz), jovem da periferia de Manaus, que se apaixona pela personagem- título da trama, uma mulher mais velha que ganha a vida fazendo ‘viração’. Apaixonada pela noite e pelos boleros, Cátia (Tharcila Martins) é responsável pelo irmão Nonô (Elyton Pereira), mudo e paralítico, para o qual se doa incondicionalmente. O ciúme de Joãozinho por Nonô, pelos clientes de Cátia e pelo filho que ela gera em seu ventre conduzirá a trama a um trágico desenvolvimento.

A produção do espetáculo é assinada pela Cia. de Atores Escalafobéticos, que este ano completa 10 anos de atividades ininterruptas em Manaus. Criada em 2006, inicialmente com o nome Grupo Beija-Fulô, por ex-alunos do curso técnico em artes cênicas da Fundação Rede Amazônica, a partir de 2008 a companhia passou a se dedicar exclusivamente à produção de espetáculos humorísticos e cômicos, o que lhe permitiu uma projeção nacional. Além de Manaus e municípios do interior do Amazonas, o grupo passou por Estados brasileiros como Rio de Janeiro, Paraná, Ceará, Pará, Amapá, Rondônia, Roraima e Acre.

Em 2012, a companhia voltou a produzir, paralelamente ao trabalho com a comédia, o experimento com outras linguagens e vertentes do teatro, no qual incluem agora ‘Cátia Bolerão’. “Cada novo espetáculo é sempre um novo desafio, e estamos muito felizes neste momento por trazer à cena mais uma obra de um amazonense, que mesmo tendo sido escrita nos anos 1980, permanece tão atual e fala tanto da sociedade em que vivemos”, ressalta Abreu.
O espetáculo conta ainda com o apoio cultural da Federação de Teatro do Amazonas (Fetam) e Secretaria de Estado de Cultura (SEC).

Com informações da assessoria

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