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Grevistas da Ufam enviam carta à reitora questionando impactos do corte orçamentário na educação

 Os servidores solicitam esclarecimentos sobre o impacto real do corte orçamentário das universidades- foto: divulgação


Os servidores solicitam esclarecimentos sobre o impacto real do corte orçamentário das universidades- foto: divulgação

Após assembleia geral dos professores e técnico-administrativos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), realizada nesta quarta-feira (5), no campus universitário, os participantes decidiram, por unanimidade, encaminhar uma carta aberta à reitora da instituição, professora Marcia Perales, solicitando esclarecimentos sobre o impacto real do corte orçamentário das universidades.

O governo federal publicou, na última quinta-feira (30), no ‘Diário Oficial da União’, o corte de mais de R$ 9 bilhões do orçamento da educação.

A assembleia, agendada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas (Sintesam), teve início às 7h30, no Bosque da Resistência. Durante o encontro foram discutidas estratégias de negociação da política salarial, além de outras reinvindicações, e acabou avançando para uma manifestação em frente ao campus universitário.

A greve dos técnicos e professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que já passa dos 50 dias, continua por tempo indeterminado- foto: divulgação

A greve dos técnicos e professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que já passa dos 50 dias, continua por tempo indeterminado- foto: divulgação

Os grevistas interditaram a avenida Rodrigo Otávio, no bairro Japiim, Zona Sul da Cidade, causando retenção no trânsito.
Eles seguiram em passeata até a reitoria, onde foram informados que Marcia havia seguido para outro prédio, onde funciona a Faculdade de Direito, porém, após ser comunicada da ação, a reitora recebeu os manifestantes na sala dos conselhos.

A greve dos técnicos e professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que já passa dos 50 dias, continua por tempo indeterminado, aguardando que o governo federal se manifeste em favor da categoria, informou o Sintesam.

Os servidores reivindicam o aprimoramento da carreira, com piso inicial de três salários mínimos ; ascensão funcional; reconhecimento dos cursos de mestrado e doutorado realizados fora do país para incentivo à capacitação; aproveitamento de disciplinas de pós-graduação para pleitear progressão por capacitação profissional; e turnos contínuos com jornada de trabalho de 30 horas semanais, sem redução salarial, com intuito de manter a universidade funcionando nos períodos da manhã, tarde e noite.

Por Conceição Melquíades

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