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Grevistas da Suframa acertam reposição salarial com o governo, nesta terça

Em greve há cinco dias, servidores da autarquia devem aproveitar a oportunidade para tratar da reestruturação do Plano de Cargos e Carreiras e Salários, principal reivindicação da categoria - foto divulgação

Em greve há cinco dias, servidores da autarquia devem aproveitar a oportunidade para voltar a reivindicar a reestruturação do Plano de Cargos e Carreiras e Salários – foto: divulgação

Uma comitiva do sindicato dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) vai se reunir nesta terça-feira (26), em Brasília, com representantes do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para debater a proposta de recomposição salarial dos servidores federais.

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa), Anderson Belchior, a categoria vai aproveitar a reunião para discutir sobre a reestruturação do Plano de Cargos e Carreiras e Salários (PCCS), principal reivindicação da categoria, que deflagrou greve por tempo indeterminado na última quinta-feira (21).

Belchior explicou que o valor da proposta de recomposição de inflação dado pelo governo gira em torno de 8% a 10% e também não interessa muito à categoria.

Em entrevista ao EM TEMPO Online, o presidente afirmou que o sindicato também vai se encontrar com a bancada do Amazonas no Congresso Nacional para definir estratégias na derrubada do veto da presidente Dilma Rousseff (PT) à emenda da Medida Provisória (MP) nº 660/2014, que foi o ápice para a paralisação dos servidores.

Quinto dia

A greve, que já está em seu quinto dia, já gerou uma perda de aproximadamente R$ 400 milhões, só em arrecadação tributaria.

Ainda de acordo com o sindicalista, o governo não tem apresentado nenhum interesse em negociar ou resolver a situação dos servidores. “Até agora, apenas os parlamentares vem dando força e orientando para que a gente não esmoreça diante das pressões por parte do governo”, comentou.

Belchior disse ainda que se a greve atingir a marca de 47 dias, os efeitos devem ser sentidos por toda a população. “Apenas 30% das atividades da Suframa estão funcionando e, com o decorrer do tempo, os efeitos dessa queda de 70% das atividades vai começar a refletir diretamente na população do Estado”, disse.

Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), o prejuízo diário para o Polo Industrial de Manaus (PIM) pode chegar até R$ 130 milhões por dia e R$ 80 milhões só em arrecadações tributárias.

Por Equipe EM TEMPO Online

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