Economia

Greve: servidores do Itamaraty pedem equiparação com carreiras típicas de estado

Em greve por tempo indeterminado desde segunda-feira (22), servidores do Ministério das Relações Exteriores fizeram manifestação em frente ao Palácio Itamaraty, na Esplanada dos Ministérios, na tarde de hoje (23). A categoria reivindica equiparação salarial do Serviço Exterior Brasileiro (SEB) com as demais carreiras típicas de estado e alega que a greve é motivada pelo fracasso nas negociações salariais, iniciadas em março de 2015, com o Ministério do Planejamento Desenvolvimento e Gestão, que ofereceu proposta de reajuste de 27,9%, rechaçada pelos servidores em, pelo menos, três oportunidades.

O Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores (Sinditamaraty) alega que o percentual de 27,9% não corrige a defasagem salarial existente desde 2008. A recomposição salarial reivindicada pelos grevistas é a seguinte: subsídio inicial de R$ 7.284,89 e final de R$ 12.517,16 para assistentes de chancelaria; subsídio inicial de R$ 21.644,81 e final de R$ 28.890,13 para diplomatas; subsídio inicial de R$ 14.380,72 e final de R$ 20.713,63 para oficiais de chancelaria.

De acordo com a organizadora manifestação, Suellen Paz, 50% dos postos, embaixadas e consulados aderiram à greve. Em reunião com a direção do Itamaraty, na segunda-feira (22), os grevistas fizeram um acordo que estabelecia que 30% dos servidores não interrompessem suas tarefas nas atividades consideradas essenciais durante a greve. Mas, segundo o sindicato, a emissão de passaportes, vistos, assistência consular e serviços para legalizar documentos poderão ser afetados pela greve.

O Itamaraty assegura que está trabalhando para manter os serviços essenciais nas embaixadas e consulados no exterior, para o melhor atendimento ao cidadão brasileiro. O Ministério informa que apoia o pleito por equiparação salarial da carreira do Serviço Exterior Brasileiro com as demais carreiras típicas de estado.

Por Agência Brasil

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