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Greve na Suframa começa afetar comerciantes do Centro e CDL- Manaus prevê demissões

Além de causar prejuízos diários de R$ 300 mil na indústria, a greve também começa a afetar os lojistas do Centro da capital amazonense – foto: divulgação

 

 

A paralisação dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), além de causar prejuízos diários de R$ 300 mil na indústria, começa a afetar também os lojistas do Centro da capital amazonense.

De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Ralph Assayag, os estoques dos comerciantes estão praticamente esgotados e com isso a alternativa dos comerciantes é diminuir o quadro de funcionários.

Segundo os comerciantes do Centro afirmam que a paralisação da autarquia prejudica as vendas e está diminuindo os lucros em até 60%. Para o gerente de uma loja de calçados femininos, Junior Magalhães, 32, a escassez de produtos e o baixo fluxo de pessoas estão sendo os agravantes na diminuição dos lucros.

“O movimento aqui no Centro já não é o mesmo, e piora com essa paralisação que impede que os produtos cheguem às lojas. Eu já percebo que está caindo à quantidade de vendas”, afirmou Junior.

Outro lojista Vandeano Marinho, 31, afirmou que a paralisação afeta diretamente nas vendas. “A mercadoria está lá parada, e nós estamos precisando. Em dois dias, nós perdemos 60% das nossas vendas porque falta novidade, os produtos que viriam seriam o novo para chamar os clientes”, observou o lojista.

Marinho ressaltou que o problema pode ser ainda maior caso a greve se prolongue por muito tempo. “Se continuar assim infelizmente o quadro de funcionários vai ter que diminuir, não teremos condições de ter todos os funcionários”, completou Vandeano.

O vendedor de uma loja de eletrodomésticos, Valdenilson Reis, 42, relatou que diariamente os clientes procuram produtos, mas não encontram. “A paralisação está nos afetando drasticamente. Nós já estamos ficando sem estoque em toda a nossa rede de lojas. Os clientes chegam querendo um produto específico e não acham. Com isso já perdi 30% do lucro que tinha na minha comissão”, reclamou.

Carretas paradas

Aproximadamente 990 carretas continuam paradas devido à greve dos servidores da Suframa, que já está no seu vigésimo oitavo dia.  A informação é do secretário do Sindicato das Empresas de Agenciamento, Logística e Transportes Aéreos e Rodoviários de Cargas do Amazonas (Setcam), Raimundo Augusto Neto.

Conforme o secretário, ao todo são 19.700 toneladas de produtos que não foram distribuídos para a indústria e comércio da capital registrando um prejuízo de R$ 347 milhões, desde o início da greve no dia 21 de maio.

Em contrapartida o presidente do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa), Anderson Belchior, afirmou que diariamente estão sendo liberadas 155 carretas, e de 1.000 a 1.500 notas fiscais, obedecendo a decisão judicial de 30% do efetivo trabalhando.

Por Asafe Augusto (especial EM TEMPO online)

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