Economia

Greve: mudança de atendimento na Suframa causa confusão com as transportadoras

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Em greve desde 21 de maio, servidores da Suframa diminuíram atendimento às empresas. Mudança de horário desta segunda (8) foi motivada por acusações de favorecimento a transportadoras e terminou mal – foto: Joandres Xavier

Uma ‘inversão de ordem’ feita pelos atendentes do Sindicato dos Trabalhadores da Suframa (Sindframa) para rebater acusações de favorecer transportadoras de bens considerados supérfluos causou tumulto entre servidores da autarquia e empresas de logística que atendem os considerados bens essenciais – alimentos e medicamentos.

A confusão, que acabou não passando de um bate-boca entre as partes, ocorreu na manhã desta segunda-feira (8), na sede do sindicato, localizado na avenida Ministro Mário Andreazza, bairro Distrito Industrial, Zona Sul da capital amazonense.

Em greve desde o dia 21 de maio, os servidores da autarquia haviam determinado que apenas 30% de cada transportadora iria passar pelo controle fiscal da autarquia, que também organizou horários para cada segmento.

Até a última sexta-feira (5), a manhã estava reservada para o desembaraço fiscal dos produtos gerais – como eletrodomésticos, ferragens, móveis entre outros –, enquanto a tarde era utilizada pelos servidores da Suframa para atender a demanda das empresas que transportavam artigos básicos.

Em resposta, os transportadores chegaram a acusar os funcionários da Suframa de favorecer as companhias que faziam o transporte para o outro segmento. A iniciativa motivou a mudança e a confusão consequente, já que a cota do dia de notas fiscais verificadas já estava chegando ao fim no momento da ‘inversão’.

Com a cota reduzida de passagem de mercadorias e muitos transportadores para fazer a triagem da produção, o resultado foi tumulto e desordem na sede do Sindicato. Muitos transportadores terão de voltar nesta terça (9) para concluir o registro das demais mercadorias, que ainda estão retidas.

Segundo o transportador Antônio Figueiredo, os transportadores de produtos gerais amanheceram na sede do sindicato para passar as notas fiscais dos seus produtos, mas, com a ‘inversão de ordem’, estavam perdendo a vez para os produtos de prioridade que chegavam naquele momento.

“Nós tínhamos 130 notas para serem passadas e eles só receberam 40. Vamos ter que voltar amanhã [terça 9] para passar os demais produtos. Nos transportadores ainda não temos uma organização sindical, mas vamos providenciar, porque isso não pode continuar assim”, protestou.

O Sindframa informou ao EM TEMPO Online, por intermédio de sua assessoria,  e reforçou que a confusão só ocorreu porque os transportadores não estavam organizados e que só promoveu a mudança, com atendimentos por ordem de chegada, em virtude da acusação de favorecimento de um determinado grupo de empresas.

A mesma assessoria lembra ainda que, a partir desta terça (9), as atribuições da Suframa estarão a cargo da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), por determinação do juiz federal Ricardo Augusto Sales, da 1ª região, que concedeu liminar favorável ao Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) na ação contra a greve dos servidores.

Com informações de Joandres Xavier (especial EM TEMPO Online)

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