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Greve dos rodoviários deixa 70 mil sem ônibus em Manaus na manhã desta segunda

As empresas Líder e Via Verde, atendem as Zonas Norte, Oeste e Centro-Oeste da cidade – foto: divulgação

As empresas Líder e Via Verde atendem as zonas Norte, Oeste e Centro-Oeste da cidade – foto: divulgação

Cerca de 70 mil usuários do transporte público de Manaus foram prejudicados na manhã desta segunda-feira (11), devido à paralisação parcial das empresas Líder e Via Verde, que atendem as Zonas Norte, Oeste e Centro-Oeste da cidade. A retenção começou por das 4h.

De acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), a empresa Líder, que opera com 80 carros, liberou apenas 19, deixando aproximadamente 30 mil passageiros prejudicados. A empresa opera com 20 linhas na Zona Norte.

Já a Via Verde liberou 70 dos 168 carros, e deixou 40 mil usuários prejudicados. Conforme o Sinetram, a empresa opera com 40 linhas e atende as Zonas Oeste e Centro-Oeste.

De acordo com o gerente da empresa Líder, Ramison Brandão, os donos das empresas foram pegos de surpresa pela paralisação.

“Hoje pela manhã formos surpreendidos com a paralisação feita por alguns sindicalistas, impedindo os carros da nossa empresa de sair. Tivemos que chamar reforço policial. Pela nossa empresa, o serviço iria operar normalmente, com os 100%, mas houve essa interversão de alguns rodoviários”, disse o gerente.

O prefeito Arthur Neto informou que, mesmo com a greve que ocorreu hoje, o balaço foi positivo, pois somente duas empresas aderiram ao movimento.

“O balanço é positivo. Ontem, o quadro era péssimo, de greve, alguns diziam que iam fazer greve de 100% e o Tribunal Regional do Trabalho da primeira instancia tinha um juiz com muito boa vontade, pensando nos trabalhadores, que determinou o funcionamento integral do serviço de transporte coletivo, porém, duas empresas insistiram na greve, mas mesmo com essa situação, podemos avaliar de forma positiva, pois foram somente duas empresas, o transtorno seria maior se fossem todas”, disse o prefeito de Manaus.

Na noite desse domingo (10), a Defensoria Pública do Estado (DPE-AM) concedeu uma liminar no plantão judicial do Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam) determinando o funcionamento integral do serviço de transporte coletivo, sob pena de multa diária de R$ 50 mil, para as empresas que descumprissem a ordem.

 

Por Mara Magalhães

 

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