Dia a dia

Greve dos rodoviários causa transtornos e prejuízos para população

Fotos: Michael Dantas

Mais de 400 mil pessoas que dependem do transporte coletivo tiveram que encontrar outras formas de se locomover na manhã desta segunda-feira, quando o sindicato dos rodoviários, descumprindo uma determinação da Justiça do Trabalho, paralisou 100% da frota de 1.381 ônibus das 10 empresas que operam o sistema em Manaus.

“Primeiro o mototaxista me cobrou R$ 10, quando chegamos no porto ele me pediu R$ 20”

Como primeira opção, a população das áreas mais afastadas da cidade utilizaram os micro-ônibus do Transporte Alternativo, que normalmente circulam apenas na Zona Leste, mas foram liberados pela Prefeitura de Manaus para seguirem até o Centro. Os alternativos cobram a mesma tarifa do transporte convencional e aceitam os cartões do sistema Passa Fácil.

O Transporte Alternativo foi a opção mais escolhida pelos moradores da Zona Leste

Os micro-ônibus executivos, que custam R$ 4,20, também estiveram lotados nas primeiras horas da manhã. A reportagem também flagrou transportes clandestinos, as lotações. Vans e Kombis circularam pela cidade cobrando entre R$ 4 e 5 no valor da passagem.

“Já sofremos dificuldades em marcar uma consulta pelo SUS e, quando finalmente conseguimos, sofremos com esse problema do transporte. Tive que pagar R$ 4 para não chegar atrasada na minha consulta com o cardiologista”, contou a dona de casa Maria de Fátima, de 44 anos.

As lotações, que já foram um problema, hoje serviram como solução para driblar a greve dos rodoviários

Outras pessoas optaram em pagar ainda mais caro para não se atrasar. Algumas delas correndo perigo. “Chamei um mototáxi porque já tinha passagem marcada pra ir pra o interior e não podia perder a lancha. Primeiro o mototaxista me cobrou R$ 10, da Compensa até o Centro, quando chegamos no porto ele me pediu R$ 20, foi horrível, eu estava com as minhas malas e ele pilotava em alta velocidade, durante o trajeto ele ainda me assediou”, disse a universitária Kessia Gomes, de 21 anos.

O vendedor Heddey Andres, que chegou ao seu comércio duas horas atrasado, teme a queda das vendas. “Em dias normais as vendas já são fracas, com essa paralisação, com certeza o comércio também será afetado. Infelizmente pagamos valores autos de impostos para viver nessa situação”, lamentou.

Daniel Landazuri
EM TEMPO

 

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