Economia

Greve dos caminhoneiros pode desabastecer Manaus

Barricadas foram incendiadas em algumas rodovias federais durante os protestos da categoria, classificados pelo governo como “pontuais" - foto: divulgação/ Marcelo Camargo Agência Brasil

Barricadas foram incendiadas em algumas rodovias federais durante os protestos da categoria, classificados pelo governo como “pontuais” – foto: divulgação/ Marcelo Camargo Agência Brasil

O Amazonas poderá sofrer, nos próximos dias, com o desabastecimento de componentes usados na produção do Polo Industrial de Manaus (PIM), combustíveis e até mesmo alimentos como o frango, por exemplo. A constatação foi feita por especialistas de setores como a indústria e o comércio local a partir da greve de caminhoneiros, iniciada nesta segunda-feira (9), em rodovias de 14 Estados das cinco regiões do brasileiras.

Segundo o vice-presidente da Federação das Indústria do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, o período é de total atenção, caso a paralisação dos caminhoneiros se estenda. “Vamos sofrer uma crise de desabastecimento se esse movimento continuar. Na medida que o país pode ficar engessado, nos vemos essas paralisações com muita preocupação”, avaliou.

Para Nelson, uma quantidade muito grande de itens básicos do abastecimento será afetada. “Quando os prejuízos começarem, teremos vários setores afetados, entre eles o de alimentos, matéria-prima, componentes eletrônicos, peças de montagem, materiais acabados e muitos outros itens que abastecem a indústria e o comércio local. Eles passam por essas rodovias até chegar a nossa região, que por sua vez ainda depende muito dos grandes centros urbanos das regiões Sul e Sudeste”, observou.

O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Ralph Assayag, avaliou que os riscos de desabastecimento dependerão se os caminhoneiros paralisarem pontos estratégicos que servem ao Norte, como as rodovias que ligam Belém a Brasília e São Paulo a Minas Gerais, além da região do porto de Santos, no Estado de São Paulo.

“Outra questão é o abastecimento de frango que geralmente são comprados da Região Sul e vêm para Manaus passando por esses Estados citados. Além da produção de combustível, que já está prejudicada pela paralisação dos petroleiros e poderá se agravar ainda mais com as manifestações”, observou Assayag.

Em números oficiais, até as 16h do horário de Brasília desta segunda-feira (9) a Polícia Rodoviária Federal registrou 48 manifestações de caminhoneiros, que abrangiam rodovias de 14 Estados brasileiros. Em cinco delas foi feita paralisação total da pista, em outras 23 houve apenas paralisação parcial e em 20 das manifestações não teve interrupção no fluxo dos veículos.

Entre os Estados atingidos estavam Bahia, Ceará, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Tocantins e São Paulo. Até o fechamento desta edição, não havia registros de protestos no Amazonas.

Por Joandres Xavier

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