Economia

Greve dos bancários afeta quase 300 mil aposentados e pensionistas no Amazonas

Com apenas os caixas eletrônicos em funcionamento, o volume de pessoas se intensificou entre correntistas comuns e os beneficiários do INSS - foto Márcio Melo

Com apenas os caixas eletrônicos em funcionamento, o volume de pessoas se intensificou entre correntistas comuns e os beneficiários do INSS – foto Márcio Melo

Aproximadamente 300 mil amazonenses beneficiados pelo Instituto Nacional de Serviço Social (INSS) começaram a sentir dificuldades nesta segunda-feira (3) no recebimento dos seus benefícios da Previdência Social.

Aposentados, pensionistas e pessoas com auxílio doença, entre outros, começaram a sentir os efeitos da greve dos bancários, que nesta terça-feira (4), chega no 29º dia sem expectativa de fechar acordo com os banqueiros.

O presidente do Sindicato dos Bancários do Amazonas (Seeb-AM), Nindberg Barbosa, disse que a categoria não abrirá nenhuma agência para reforçar o atendimento aos aposentados e pensionistas, que tem dez dias úteis para receber o benefício, a contar a partir desta segunda.

Em Manaus, apenas quatro agências bancárias permanecem abertas. Segundo ele, as negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não avançam porque a entidade se nega em melhorar a contraproposta, o que faz a categoria intensificar o movimento de greve.

Com apenas os caixas eletrônicos em funcionamento, com precariedade, o volume de pessoas se intensificou entre correntistas comuns e os beneficiários do INSS, principalmente em bancos estatais como a Caixa Econômica Federal.

A aposentada Margarida Larah, 62, enfrentou dificuldades ao tentar sacar o seu benefício num dos terminais eletrônicos da Caixa, na rua Henrique Martins, Centro.

“Poucos caixas disponíveis. Muita gente querendo receber ou depositar e tinha hora que o dinheiro acabava no caixa”, relatou.

A Fenaban dá sinais de que quer vencer os bancários pelo cansaço, uma vez que não tem se esforçado para negociar e inclusive não há agendamento de novas reuniões, como ocorreu na semana passada.

“Sem agendamento de negociações, a greve continua forte. Mais bancários aderindo e mantendo as agências fechadas, sem alterações em seu número”, afirmou Barbosa.

Fracasso

A federação parou na proposta de reajuste de 7% e mais R$ 3,3 mil de abono salarial para dois anos, com a reposição da inflação em 2017. A proposta foi rejeitada pelos representantes dos bancários no dia 09 de setembro, e depois no dia 28 de setembro quando a Fenaban insistiu com a proposta.

Os bancários pedem reajuste salarial de inflação (9,62%) mais aumento real de 5%, e também o equivalente a um salário mínimo de benefícios como vale alimentação e auxílio creche. Em 2015, a greve que começou em outubro durou 21 dias e hoje completa 29 dias. A mais longa da categoria, de acordo com o presidente do Sieeb-AM, durou 42 dias. Um outro movimento independente, do Banco da Amazônia, alcançou 70 dias.

Por enquanto, em Manaus, apenas as agências do Bradesco, da avenida Boulevard Álvaro Maia e da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AM) e as do Itaú, que ficam situadas no bairro da Compensa e no Parque 10, mantêm o funcionamento, de forma parcial, segundo o presidente do Seeb-AM.

Por Emerson Quaresma do jornal EM TEMPO

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