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Greve da Suframa: já estão faltando remédios nas drogarias de Manaus

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Prateleiras de algumas redes da capital amazonense estão desabastecidas de produtos essenciais, como medicamentos para controle de pressão arterial – foto: Diego Janatã

Se a greve dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) se prolongar por pelo menos mais um mês, as farmácias e drogarias da capital começarão a sofrer com o desabastecimento de medicamento.

O Sindicato do Comércio Varejista de Drogas do Amazonas nega que o setor tenha sido afetado porque as distribuidoras, em razão da logística ruim da região, mantêm estoque para até três meses.

Porém, nas farmácias, a realidade é outra com os consumidores saindo sem os remédios que desejam comprar, incluindo alguns essenciais como os da pressão arterial.

Segundo o presidente da entidade, Armando Reis, a perspectiva não é animadora tendo em vista que a greve dos funcionários da autarquia é por tempo indeterminado. Conforme ele, se a liberação dos medicamentos por parte da Suframa não for frequente no final de julho com certeza haverá desabastecimento.

“Estamos na torcida para que a greve se encerre logo e possamos ter os estoques elevados novamente”, frisou.

O consultor de vendas da Distribuidora Tándar, Alexandre Carvalho, afirmou que ainda não há falta generalizada de medicamentos. Um dos motivos, conforme ele, é que a Suframa dá prioridade para liberação de remédios e medicamentos.

“Até o momento estamos conseguindo receber sem muita demora todos os remédios”, afirmou.

Na Drogaria Cabral, há alguns medicamentos em falta, conforme informou o balconista Rafael Araújo. “Alguns laboratórios fazem controle de qualidade e demoram a enviar o remédio. Estamos atendendo dentro do nosso limite”, pontuou.

A gerente da Farmácia do Trabalhador, Nisia Barros, assegurou que sua maior preocupação é que não aconteça o que ocorreu no ano passado. “Na greve da Suframa de 2014, os medicamentos demoraram muito para chegar, principalmente os que têm maior saída como os de uso contínuo”, revelou.

Estoque no fim

A Vovó Farma realiza pedidos de remédios e medicamentos duas vezes por mês. No entanto, a farmácia só tem estoque para um mês, segundo o farmacêutico José Ricardo. Conforme ele se houver maiores complicações no desembaraço das mercadorias o estabelecimento será prejudicado.

“Esperamos que essa greve tenha fim logo”, enfatizou.

A greve dos servidores da Suframa foi deflagrada no dia 21 de maio, desde então, apenas 30% dos produtos que chegam a Manaus são liberados pela autarquia, que dá prioridade para liberação de produtos perecíveis, como alimentos, materiais médicos e odontológicos e medicamentos.

Apesar de as drogarias e farmácias afirmarem que não há desabastecimento, algumas pessoas estão com dificuldade para encontrar medicamento como é o caso do aposentado Raimundo Oliveira da Silva, 66.

Ele relatou que ontem foi atrás de dois remédios, sendo um deles o Brasart HCT 160 mg + 12,5 mg, um medicamento para pressão, e ambos estavam em falta. A explicação dos atendentes, conforme o aposentado era que a greve da Suframa  afetou a chegada de remédios. “Fui a cinco farmácias e não achei os remédios em nenhuma delas”, concluiu.

Por Silane Souza (Jornal EM TEMPO)

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