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Greve da Suframa acelera demissões no comércio de Manaus

Paralisação já custou a demissão de 100 trabalhadores no setor, que, já fortemente atingido pela crise econômica, começa a ficar também com poucas mercadorias em suas prateleiras e estoques – foto: Alberto César Araújo

Paralisação já custou a demissão de 100 trabalhadores no setor, que, já atingido pela crise econômica, começa a ficar também com poucas mercadorias em suas prateleiras e estoques – foto: Alberto César Araújo

Em torno de cem trabalhadores do comércio varejista da capital foram demitidos em razão da greve dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), deflagrada no dia 21 de maio.

Também há o registro da redução de fornecimento de mercadorias em supermercados, restaurantes, lojas de peças, entre outros estabelecimentos, e caso a greve se estenda, alguns produtos podem até entrar em escassez.

O alerta foi feito nesta sexta (19), pelo presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Ralph Assayag, durante reunião com deputados estaduais e empresários do setor. O encontro tratou justamente da greve dos servidores da autarquia e os impactos na economia do Estado.

Segundo Assayag, algumas empresas estão com o estoque reduzido, outras nem tem mais, principalmente as de médio e pequeno porte, que foram abertas no último trimestre do ano.

“Tem loja com somente 50% das prateleiras com produtos. Mesmo um juiz federal determinando que a Suframa libere 30% das mercadorias, o problema é que chegando cem carretas por dia sobram 70 diariamente”, enfatizou.

Liberação demorada

Além disso, o presidente da CDL-Manaus revelou que empresas fornecedoras estão liberando apenas 50% dos produtos porque sabem que a mercadoria demorará a ser liberada pela Suframa e os produtos podem vencer, levando os comerciantes a não querer comprá-la.

“Com as empresas pagando o armazenamento das mercadorias não liberadas, o comércio ficará sem produto e o que tiver vai ficar mais caro”, alertou.
O presidente da Comissão de Indústria, Comércio Exterior e Mercosul, deputado estadual Serafim Corrêa, lamentou a greve dos servidores da Suframa e frisou que o ato decorre da insensibilidade do governo federal a uma questão que se arrasta há anos.

“Não vemos nenhum aceno por parte do governo para essa questão e tudo que prometeram não cumpriram”, declarou, ao destacar que os deputados estaduais, na medida do possível, se manifestam para que haja uma solução definitiva.

Mesmo episódio

Ralph Assayag lembrou o mesmo episódio ocorrido em 2014, quando, durante a greve, faltaram termômetros nas farmácias, um produto simples, mas que tem uma importância muito grande no mercado.

“Toda criança precisa de um termômetro, os idosos e os hospitais têm que ter esse instrumento. Ou seja, são coisas simples, que têm uma importância muito grande”, relatou.

Embora entenda a necessidade dos funcionários da Suframa reivindicarem melhores condições de trabalho e salários, o representante da classe lojista salientou que os servidores poderiam adotar outras formas de pressionar o governo.

Segundo ele, infelizmente, com o decorrer dos anos, as paralisações na Suframa não têm surtido o efeito esperado e acabam atrapalhando o funcionamento dos setores que têm as atividades diretamente ligadas à Suframa.

Por Silane Souza (Jornal EM TEMPO)

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