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Greve da Receita Federal afeta a produção do PIM

Fábricas do polo de duas rodas  no PIM são afetadas pela greve na Receita Federal - foto: Diego Janatã

Fábricas do polo de duas rodas no PIM são afetadas pela greve na Receita Federal – foto: Diego Janatã

A greve dos auditores da Receita Federal batizada de ‘Operação Tartaruga’ já afeta as linhas de produção das indústrias de vários segmentos, entre eles o metalomecânico, e em especial, o polo de duas rodas. A paralisação pode causar demissões em massa no Polo Industrial de Manaus (PIM), segundo entidades que representam a indústria local.

Segundo o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) e presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Metal Elétrico de Manaus, Athaydes Mariano Félix, a “greve branca” – termo usado pelas empresas instaladas na Zona Franca de Manaus (ZFM) – provoca redução no quantitativo de linhas de produção, em particular, no terceiro turno, pela demora na liberação dos insumos e componentes (matérias-primas) para atender os processos de fabricação.

“Essa diminuição para liberar os insumos prejudica as operações de fabricação das indústrias. Algumas empresas já realizaram o encerramento de atividade no terceiro turno. Esperamos que as alternativas possam resolver o impacto negativo no momento difícil da economia do país”, disse.

O dirigente enfatizou que antes as empresas operavam pelo canal verde, uma forma de desembaraço aduaneiro mais rápido e sem burocracia, porém, a forma atual no canal vermelho está em ritmo lento, prejudicando a produção fabril nos processos.

“Caso a greve seja concretizada pelos servidores da Receita Federal, o prejuízo será maior e a demissões em algumas empresas do segmento seriam inevitáveis nesse momento de crise que enfrentamos. O polo de duas rodas, por exemplo, está em queda com as vendas pelo corte do crédito”, alertou Athaydes Mariano Félix.

Impacto

Para o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, o momento difícil e a paralisação impactam nas linhas de produção das indústrias do país e, principalmente, nas empresas do Estado.
“Algumas empresas buscam alternativas como banco de horas, férias coletivas e férias remuneradas para evitar demissões. Essa alternativa adotada é uma forma de negociar com os trabalhadores pela falta de insumos nas linhas de produção”, esclareceu Périco.

Por Josemar Antunes

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