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Grécia: premiê quer corte de 30% da dívida e período de carência de 20 anos

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, afirmou nesta sexta-feira (3) que deseja “um corte de 30% da dívida” da Grécia e um período de carência de 20 anos para assegurar a viabilidade do pagamento.

Tsipras reiterou que o Não no referendo do próximo domingo (5) “não é um Não à Europa”, mas “à chantagem” para aceitar um acordo que não contenha uma solução sustentada para a dívida da Grécia.

O líder grego fez as declarações em pronunciamento transmitido por um canal de televisão na reta final da breve campanha para a consulta popular de domingo.

“Que todo mundo entenda: o que está em jogo não é a saída da Grécia da zona do euro, mas saber se – sob chantagem – estávamos dispostos a aceitar o acordo insustentável que nos ofereceram”, afirmou o primeiro-ministro.

Nesse contexto, Tsipras fez alusão ao relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) publicado quinta-feira (2), que considerou que a única solução para a Grécia é um corte da dívida. “Só que, isso, os credores nunca nos disseram [nas negociações]”, acrescentou Tsipras.

Ele pediu ao povo grego para votar com calma e respeitar a opinião contrária durante o processo de referendo. “Votemos com calma e com argumentos, e não com censuras”, acrescentou.

Esta noite está prevista outra intervenção de Tsipras no ato de campanha organizado por seu partido, o Syriza, na Praça Syntagma, a favor do Não, que irá coincidir com outro, em defesa do Sim, convocado por uma plataforma de partidos, empresas, sindicatos e municípios que ocorrerá no antigo estádio olímpico.

As últimas pesquisas dão uma margem estreita de vitória do Sim frente ao Não e uma percentagem de indecisos em torno de 11,8%.

Por Agência Brasil

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