Política

Grazziotin comenta sobre prejuízos da PEC no Amazonas

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Segundo Vanessa Grazziotin, a estratégia da oposição no Senado será a mobilização nas ruas para esclarecer a população sobre o assunto – foto: Diego Janatã

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) afirmou ontem que o Estado do Amazonas será um dos mais prejudicados caso a PEC 241 – que limita os gastos públicos – seja realmente aprovada nas duas casas e sancionada pelo presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP). Segundo ela, porque a iniciativa atinge “o mais pobre e aquele que precisa da mão do Estado”.

“Quem mais precisa do Estado é quem recebe o Bolsa Família, o cidadão que vive de salário mínimo, o que depende da escola pública, do sistema de saúde. O Amazonas é todo assim, em sua grande maioria. As cidades do interior dependem do que é provido pelo que o Estado repassa, porque não há arrecadação própria. No interior eles não sabem o que é ISS, IPTU, eles não sabem nada disso, porque não pagam isso”, afirmou Vanessa.

A parlamentar adiantou que quando a PEC 241 chegar ao Senado para votação, a estratégia da bancada de oposição será mobilização de rua para esclarecer a população e levar o tema ao debate público. “Isso que nós vamos trabalhar. Esclarecer o povo para que ele possa se manifestar. Nós vamos resistir muito no debate. Queremos sinceridade e honestidade no debate. É isso que a gente espera deles, o que eles não tiveram até agora, a honestidade no debate”, disse.

A aprovação da PEC em primeiro turno, realizada anteontem (10) na Câmara dos Deputados, tem gerado polêmica e dividido opiniões. Um dos principais impactos da medida é o “congelamento” dos gastos públicos por 20 anos. A votação em segundo turno está prevista para acontecer no dia 24 deste mês, conforme previsão do relator da matéria, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS).

Neste segundo momento, são necessários, ao menos, 308 votos dos deputados, o que representa três quintos dos parlamentares. No primeiro turno, houve 366 votos a favor, 111 contra e duas abstenções. Se aprovado em segundo turno, seguirá para análise do Senado.

A parlamentar esclarece que notou a disposição do governo em aprovar medidas danosas e recessivas. “Fizeram aquele jantar dependendo de recursos públicos. Quando a ex-presidente Dilma Rousseff fazia eventos até as flores que ela colocava no Palácio do Planalto eram criticadas. Agora, eles podem fazer e ninguém fala nada”, comentou. Ela acrescentou que a população ainda não tem a mínima noção do que a PEC significa para o Brasil, porque em uma ‘pancada só’ está destruindo todos os programas sociais e estruturantes do país.

Para Vanessa Grazziotin, não há nenhuma legitimidade no governo que impõe limites de gastos para os próximos 20 anos. “Isso, no primeiro momento, significa o congelamento e, no momento seguinte, a diminuição dos recursos para todo o orçamento, que inclui verba da defesa, ciência e tecnologia, cultura, turismo, educação, saúde e assistência social”, exemplificou.

Jornal EM TEMPO

1 Comment

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  1. Silvio

    12 de outubro de 2016 at 15:34

    Como vimos ela apoiando o governo anterior mesmo deixando o país na sua maior crise, se ela discorda agora é sinal que o governo está no caminho certo.

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