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Governo reduz mais da metade dos custos de manutenção da Arena da Amazônia

Em balanço divulgado pela Fundação Vila Olímpica (FVO) os gastos que somavam somavam R$ 1,4 milhão/mês, caíram para R$ 780 mil  - foto: divulgação

Em balanço divulgado pela Fundação Vila Olímpica (FVO) os gastos que somavam R$ 1,4 milhão/mês, caíram para R$ 780 mil – foto: divulgação

O Governo do Amazonas reduziu em mais da metade os custos de manutenção da Arena da Amazônia e dos estádios Ismael Benigno e Carlos Zamith, principais legados da Copa do Mundo de 2014 para Manaus e que serão utilizados para jogos e treinos das seleções que disputarão o torneio Olímpico de Futebol em 2016.

Em balanço divulgado pela Fundação Vila Olímpica (FVO), administradora dos sete complexos esportivos pertencentes ao Estado, mostra que os gastos com limpeza e conservação de três estádios, três ginásios e do complexo da Vila Olímpica de Manaus, que juntos somavam R$ 1,4 milhão/mês, caíram para R$ 780 mil.

A queda acontece no contexto das medidas de contenção de gastos tomadas pelo governador do Amazonas, José Melo, que incluíram a redução no valor dos contratos de prestação de serviços de secretarias e órgãos da administração estadual.

O presidente da FVO, Aly Almeida, explica que a limpeza e conservação do estádio estavam inseridas em um contrato de R$ 992 mil, do qual faziam parte, ainda, os outros dois estádios construídos para serem Centros Oficiais de Treinamento (COTs) – O Carlos Zamith, no Coroado, zona leste, e o Ismael Benigno (Colina), no São Raimundo, zona oeste. Estima-se que metade desse valor –  cerca de R$ 500 mil –  correspondesse aos custos de manutenção da arena.

Um segundo contrato de R$ 460 mil pagos pela FVO era para a manutenção da arena poliesportiva Amadeu Teixeira, dos ginásios René Monteiro (Manaus) e Elias Assayag (Parintins), além de todo o Complexo Vila Olímpica, dotado de parque aquático, pista de atletismo, quatro quadras de esportes coletivos, kartódromo, hotel, restaurante, entre outros equipamentos, as sedes administrativas da Secretaria Estadual de Esportes e da própria FVO.

Segundo Aly Almeida, ao invés de dois contratos, foi renovado apenas um no valor de R$ 780 mil para atender todas as sete praças esportivas.

“O governador pediu que reduzíssemos os contratos e o fizemos sem comprometer o funcionamento desses equipamentos. Apenas otimizando recursos. Somente para a arena, o gasto mensal com manutenção, estimado em R$ 500 mil no contrato anterior, caiu para R$ 111,4 mil. Isso se dividirmos os R$ 780 mil por sete”, detalha Aly Almeida, ao destacar que a lógica da redução de custos tem norteado a sua gestão à frente da FVO.

“E estamos fazendo sem comprometer os serviços, prova é que mais que dobramos o número de alunos matriculados nas escolinhas da Vila Olímpica”, complementa.

Arena Ativa

Pouco mais de um ano após a inauguração, em 9 de março de 2014, o estádio da Copa tem se mantido ativo, contrariando as expectativas de que, após os quatro jogos do Mundial, ficaria obsoleto. Projetado como arena multiuso, o estádio foi palco de pelo menos 20 eventos até fevereiro de 2015, incluindo 16 partidas de futebol nacional e regional, além de shows e outros acontecimentos culturais. Os eventos geraram uma bilheteria de R$ 17 milhões, público pagante de 361.616 pessoas e uma receita de R$ 2 milhões para o estádio.

Não estão nessa conta os jogos da Copa do Mundo entre Inglaterra x Itália, Camarões x Croácia, USA x Portugal, Suíça x Honduras, que atraíram um público de 142.967 pessoas e que, pelo nível de organização, credenciaram Manaus para ser uma das quatro cidades a receber os jogos do Torneio Olímpico de Futebol das Olimpíadas Rio 2016.

Aly Almeida revela que para os próximos meses, a Arena da Amazônia já tem vários eventos agendados, incluindo partidas de futebol e shows, mas que por força de contrato ainda não podem ser divulgados. Pelo menos três jogos do Campeonato Brasileiro estão programados para os próximos meses e a possibilidade da final do Campeonato Estadual. A maior parte dos 36 jogos do Estadual está agendada para os COTs. “Na agenda cultural, para os próximos dias, temos um show agendado para 15 de maio e outro para 3 de junho, mais quatro shows até outubro” garante ele.

Para Almeida, isso comprova que a Arena é viável economicamente e fomenta o segmento de eventos, onde o Brasil figura como o segundo maior mercado da América Latina, sem contar o segmento de prestação de serviços que também se beneficia diretamente com cada evento realizado.

O aluguel da arena para shows varia de R$ 160 mil, quando utilizado toda a área, incluindo campo, a R$ 40 mil para o espaço menor, onde fica o pódio.  Nos jogos de futebol, o estádio fica com 10% da bilheteria.

Sobre a preferência dos jogos do Estadual nos COTs, Almeida diz ser compreensível. “Os clubes locais têm preferido mandar os jogos do Estadual no Carlos Zamith e no estádio Ismael Benigno, mas isso é perfeitamente compreensível, uma vez que os custos na arena são maiores e requerem maior público”, observa o gestor, ressaltando que ambos os estádios também são legados da Copa e foram construídos com o intuito de dar uma alternativa financeiramente viável aos clubes locais.

Visitas

Outra forma de arrecadação de recursos pela arena são as visitas guiadas, que têm atraído turistas e o público manauara. O preço da entrada para visita ao estádio da Copa é de R$ 20 para turistas e R$ 10 para residentes em Manaus, com meia-entrada garantida a estudantes, pessoas com deficiência, e isenção para crianças e idosos. Estudantes da rede pública estadual e municipal não pagam.

Desde abril, já foram cinco mil visitas.  “As visitas têm sido um sucesso. Já temos o status de arena da Copa e, em breve, o selo olímpico. Isso atrai a curiosidade e tem feito da nossa arena um ponto turístico de Manaus”, completa o presidente da FVO, Aly Almeida.

Com informações da assessoria

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