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Governo explica adequações de recursos para a Cultura

A maioria dos festivais fomentados pelo Governo do Estado, por meio da SEC, torna-se praticáveis apenas a cada dois anos - foto: divulgação

A maioria dos festivais fomentados pelo Governo do Estado, por meio da SEC, torna-se praticáveis apenas a cada dois anos – foto: divulgação

Além de reconhecer que o Governo não consegue mais arcar exclusivamente com os investimentos financeiros, o secretário de Estado da Cultura, Robério Braga, divulgou o orçamento de R$ 41 milhões já alocados para próximos 15 meses, bem como uma gama de ações voltadas para “ventilar” a cultura em todos os 62 municípios amazonenses.

Os cortes no orçamento, reflexo da atual situação econômica do país, atinge sensivelmente a Cultura no Amazonas. Para não deixar de promover (novamente) nenhum dos sete festivais assinados pela administração estadual, o Governo optou por abrir parceria com a iniciativa privada além de torná-los bienais. O anúncio foi feito na manhã de ontem, na sede do governo, no bairro Compensa, zona Oeste, durante lançamento do Plano de Ação para a Cultura, para o período de outubro de 2015 a dezembro de 2016.

O secretário explicou que com exceção dos festivas dos bumbás de Parintins, o Fecani, o da Ciranda, o festival folclórico e o carnaval, todos os outros – ópera, cinema, teatro, jazz, dança, rock, música – terão realização bienal e serão fomentados com iniciativa pública e privada. “Vamos publicar editais e dizer que temos o local, que é o Teatro Amazonas, quanto de recursos, quais as condições e tipos de apoio que podemos oferecer. Quem quiser se associar conosco, apresenta sua proposta, capta seu patrocínio e a co-produção com o Governo do Amazonas. O Festival de Ópera já é assim e tem inclusive patrocínio do Bradesco”, disse Robério.

Na tarde de ontem mesmo, iniciaram reuniões com representantes das categorias artísticas a fim de apresentar as mudanças nos incentivos as produções. “Começamos uma série de reuniões com as categorias, para mostrar o novo cenário. Isto não é só uma questão econômica, as artes precisam respirar, eu não posso ter seguidamente festivais, porque tenho que ter produção, criação. Precisava ter um período de impulsão, e o tivemos por 18 anos”, disse.

O governador José Melo explicou que os grandes festivais realizados este ano, como dos bumbás de Parintins, o da Ciranda e o Fecani  contaram com recursos da iniciativa privada, o que reduziu o custo governamental. “Não tem mais sentido gastar R$ 15 milhões em uma festa de três dias, se olharmos para os hospitais, as escolas. Mas, queremos manter a conquista. O Governo não tem recursos abundantes para realizar tudo, por isso buscamos compartilhar com a iniciativa privada”, afirmou.

Outras ações

Apesar da redução de verbas destinadas aos festivais, com o orçamento já alocado para 2016, diversas outras ações serão implantadas, somando-se 4.300 atividades culturais em 172 espaços. Uma das ações, o curso de Arte e Cultura, já começa a ser desenvolvida amanhã. As vídeo-aulas serão transmitidas pela internet via YouTube, através do portal da Cultura e da TV Cultura, a partir das 15h.

Há também outros projetos que serão implantados nos próximos meses, como o “Usina de Férias”, “Feira da Cultura”, “Mania de Ler” o programa de “Intercambio Cultural”, que vai  oferecer 165 viagens, para que artistas de Manaus realizem intercambio no interior e os do interior passem um tempo na capital.

O governo também prevê a volta do funcionamento do bondinho na avenida Eduardo Ribeiro, no Centro. Bem como a utilização do espaço do prédio da Alfândega, no Centro, para a implantação do “Memorial Belle Epoque na Amazônia” e o restauro do “Pano de Boca” do Teatro Amazonas. A estimativa é de que a restauração leve 10 anos e que deve reunir técnicos italianos e amazonenses. Além da expansão do Liceu de Artes e ofícios Claudio Santoro, para os municípios de Envira e Borba.

Haverá também a oferta de bolsa de estudos aos pesquisadores que queiram investigar o acervo do centro Cultural dos Povos da Amazônia e bolsa para a produção a textos teatrais.

Por Ive Rylo

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