Política

Governo estuda mais cortes após perdas de R$ 110 mi em arrecadação

Conforme o governador, a situação macroeconômica do Estado não é tão ruim por conta das medidas adotadas pelo Executivo estadual em 2015 - foto: divulgação

Conforme o governador, a situação macroeconômica do Estado não é tão ruim por conta das medidas adotadas pelo Executivo estadual em 2015 – foto: divulgação

O governador José Melo (Pros) informou, ontem, que o Estado deixou de arrecadar R$ 110 milhões nos primeiros dois meses deste ano por conta da crise econômica. De acordo com Melo, se a arrecadação do Estado continuar em baixa, o Executivo fará uma nova reforma administrativa voltada para cortes no custeio.

“Perdemos R$ 35 milhões em janeiro e R$ 75 milhões em fevereiro. Ou seja, em dois meses deixamos de arrecadar R$ 110 milhões. Significa dizer que a crise brasileira é como se fosse um tsunami: a primeira onda foi ano passado e a outra onda, que é tão nociva quanto a primeira, chegou agora”, disse o governador.

As declarações foram dadas ontem no hotel Amazônia Golf Resort, localizado no quilômetro 64 da AM-010 (Manaus-Rio Preto da Eva) durante a apresentação da nova matriz econômica ambiental do Estado, realizada durante um fórum promovido pelo governo com a participação de embaixadores e diplomatas de dez países, além de empresários, ambientalistas e representantes de institutos de pesquisa nacionais e estrangeiros e Organizações Não Governamentais (ONGs).

Conforme o governador, a situação macroeconômica do Estado não é tão ruim por conta das medidas adotadas pelo Executivo estadual em 2015. No ano passado, o chefe do Executivo realizou duas reformas administrativas de forma a ajustar a máquina aos efeitos da
crise econômica.

A primeira, em março de 2015, quando foram extintas e/ou fundidas sete secretarias e/ou órgãos da administração direta e indireta e mil servidores em cargos comissionados foram exonerados; e a segunda, oito meses depois, em novembro, período em que o governo do Estado intensificou a repactuação de contratos e reduziu gastos na administração.

“Mesmo assim, se em março (deste ano) cair a nossa receita além do esperado, serei obrigado, mesmo tento tomado todas as medidas lá atrás, a dar mais uma enxugada no Estado para chegar em dezembro e ter recursos para pagar a folha (de servidores), o 13º (salário) e os fornecedores”, adiantou o governador.

No entanto, ele ressaltou que estes possíveis cortes somente irão afetar o custeio. “Se (a arrecadação) continuar caindo, terei que reduzir. Mas nos investimentos, desta vez, será no custeio. Tenho parâmetros do custeio que não posso ultrapassar. Quando os ultrapasso sou penalizado pelo governo federal. Quando atingimos certo patamar de gastos, tenho que reduzir para não ultrapassar os parâmetros legais estabelecidos. Isso que faremos, se a economia continuar como em janeiro e fevereiro (deste ano)”, disse Melo.

Segundo ele, por conta das medidas adotadas anteriormente pelo governo, para contenção de gastos para enfrentar a crise econômica, o jornal “Valor Econômico” considerou o Amazonas como o Estado com maior equilíbrio fiscal do país.

Por Camila Carvalho

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