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Governo dos EUA pede que Justiça revogue bloqueio da Argentina

 

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O sistema judicial ainda não o tornou público – foto – reprodução

Durante a visita do presidente Barack Obama à Argentina, o governo dos EUA pediu que a Justiça americana revogue a exclusão do país sul-americano do mercado internacional de crédito.

Em documento encaminhado a Tribunal de Nova York, na quarta-feira (23), os EUA dizem ter “interesse em apoiar uma resolução rápida ” para a ação movida por fundos internacionais devido ao calote da dívida externa argentina em 2001.

O governo americano disse que a suspensão da liminar imposta à Argentina é um “passo crítico” para a normalização do caso e elogiou a “boa fé” com que o presidente Mauricio Macri, empossado em dezembro de 2015, retomou as negociações com os credores, chamados de fundos abutres pela ex-presidente Cristina Kirchner.

“Os EUA têm interesses de política externa em apoiar a nova administração da Argentina [em seu esforço de] reverter políticas econômicas anteriores, normalizar a relação com credores e fortalecer a economia”, registra o documento.

“A não revogação da liminar pode ter sérias consequências para a economia argentina e para os interesses americanos na região, em geral.”

Além disso, continua o governo, a resolução daria fôlego para Macri implementar “reformas econômicas positivas”. Do contrário, “o governo argentino corre o risco de perder a confiança com que investidores e o público receberam as intenção do presidente”.

A manifestação do governo americano foi disponibilizada pelo escritório de advocacia de um dos fundos litigantes. O sistema judicial ainda não o tornou público.

Acordos

No início do mês, o governo da Argentina chegou a acordo com quatro dos principais fundos internacionais, em que se comprometeu a pagar US$ 4,4 bilhões, mais US$ 263 milhões em custas judiciais.

Desde o início do ano, entendimentos com outros credores também foram alcançados.

Os planos preveem a aprovação do Congresso argentino e a suspensão da liminar judicial americana para entrarem em vigor. A Câmara dos Deputados argentina aprovou o pagamento dos fundos com deságio de 25% e o Senado deve avaliar os termos nos próximos dias.

 

Por Folhapress

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