Economia

Governo do AM quer triplicar a produção da piscicultura

Até 2018, a meta é triplicar essa produção e chegar a 63 toneladas - foto: Marcio Melo

Até 2018, a meta é triplicar essa produção e chegar a 63 toneladas – foto: Marcio Melo

Reflexo da política de incentivos do governo do Estado, a produção da piscicultura avançou 58% em cinco anos no Amazonas. No ano passado, foram produzidas 21 toneladas de peixes. Até 2018, a meta é triplicar essa produção e chegar a 63 toneladas.

“Precisamos atrair os investidores. A proposta do governo do Estado tem o objetivo de consolidar a cadeia e um maior aporte de recursos”, afirmou o secretário de Estado de Produção Rural, Sidney Leite.

As declarações do secretário foram dadas durante a reunião realizada ontem (12) para debater a nova Matriz Econômica Ambiental, que visa incentivar o crescimento do Polo Industrial de Manaus (PIM) e criar alternativas de geração de emprego e renda no interior.

Na ocasião, produtores, técnicos e pesquisadores do Amazonas, além de representantes de organizações ambientais e do setor privado debateram os principais gargalos e saídas para a implementação da nova matriz econômica que o governo do Estado quer implementar. A proposta do governo é formar grupos de trabalho visando discutir saídas e construção de eixos de desenvolvimento em oito setores prioritários como aquicultura e piscicultura, fruticultura, produtos florestais madeireiros, cosméticos e fármacos, turismo, energia e minérios, logística e comunicação.

Ontem, o tema da discussão com os produtores e pesquisadores foi como fomentar o escoamento da produção, pesquisa e os gargalos que impedem a concretização da nova matriz econômica no Amazonas. Os debates vão até o dia 4 de maio.

“Esse encontro tem dois pilares: a expansão do distrito industrial e a diversificação da economia com a inclusão de insumos da economia regional. Vamos conversar com as pessoas do mundo produtivo e com pesquisadores que se dedicam sobre o tema para avaliar as melhorias”, ressaltou o secretário de Estado de Planejamento, Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Thomaz Nogueira.

As Jornadas de Desenvolvimento estão sendo organizadas pelas secretarias de Estado de Planejamento (Seplan-CTI), de Produção Rural e Sustentabilidade (Seprors) e de Meio Ambiente (Sema). Os seminários acontecerão no Centro de Convenções Vasco Vasques, das 9h às 16h.

Expansão do mercado

Segundo Thomaz Nogueira, o objetivo do governo do Estado é melhorar a produção para atingir tanto o mercado local, quanto o nacional e o internacional.

“Precisamos criar entrepostos específicos, com o beneficiamento e escoamento, a industrialização, e até o marketing correto. Seja ele para o mercado interno e até o externo, que precisa de um produto mais bem trabalhado, até que se chegue ao consumidor final”, analisou.

De acordo com Nogueira, o mercado de Manaus, com 2 milhões de habitantes, é atendido pelo produtor de Roraima e por Rondônia. Segundo ele, apesar do Amazonas ser uma “ilha” para importar, também pode ser uma “ilha” para exportar. “A briga não pode ser somente pelo mercado local, nós não temos que olhar o produtor de Roraima como competidor, eu acho que temos que buscar um desafio para se chegar ao mercado brasileiro e o mundial”, finalizou o secretário de planejamento do Estado.

Por Stênio Urbano e assessoria

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