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Governo do AM e UEA firmam parceria para estudantes atuarem em presídios

Os estudantes atuarão nas áreas de tecnologia, psicologia, medicina, odontologia, enfermagem, serviço social, teatro, pedagogia e direito - foto: divulgação

Os estudantes atuarão nas áreas de tecnologia, psicologia, medicina, odontologia, enfermagem, serviço social, teatro, pedagogia e direito – foto: divulgação

Para sensibilizar os futuros profissionais e garantir a continuidade do processo de reintegração social das pessoas privadas de liberdade, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), oficializaram uma parceria que garante a realização de projetos de ensino, pesquisa e extensão dentro das unidades prisionais do estado. O termo de cooperação técnica foi assinado na manhã da última terça-feira (28) pelo secretário Louismar Bonates e pelo reitor da instituição, Cleinaldo Costa.

O objetivo é que sejam desenvolvidas atividades em prol de ações socioeducativas no sistema penitenciário do Amazonas nas áreas de tecnologia, psicologia, medicina, odontologia, enfermagem, serviço social, teatro, pedagogia e direito, com o apoio de docentes, discentes bolsistas e voluntários da UEA.

“Nós temos uma dificuldade imensa de conseguir profissionais já formados para trabalhar no sistema muitas vezes por preconceito. Levar essas pessoas que ainda vão sair da universidade para o mercado significa que em breve teremos profissionais prontos e dispostos a atuar conosco”, destacou Louismar Bonates. Para o secretário, a iniciativa também trará frutos para toda a sociedade, uma vez que trabalhar a ressocialização significa garantir que as pessoas privadas de liberdade voltem melhores para sociedade.

O reitor da UEA também avaliou a iniciativa como um importante passo na formação de quem ainda faz parte do corpo docente da instituição. “Poderemos trabalhar juntos em projetos para melhorar a qualidade de vida e garantir a ressocialização de quem cometeu erros e está pagando por eles”.

Ensino

Além da pesquisa e extensão, o ensino também é uma das áreas que devem ser comtempladas com a parceria. Para isso, o titular da SEAP apresentou ao reitor a proposta de um criar na UEA um curso de especialização em administração penitenciária. Segundo ele, o curso permitiria que os profissionais já formados pudessem ser inseridos no sistema com a formação necessária para atividade. “A direção de presídios e outras atividades no sistema penitenciário se restringe a policiais porque eles possuem uma experiência. Mas um curso de especialização garantiria que tivéssemos mais opções”, ressaltou.

O reitor recebeu a proposta e reconheceu a importância do curso. “Vamos discutir com o governador José Melo porque a UEA está aqui para isso”.

Teatro

A Escola Superior de Artes e Turismo (ESAT), por meio do projeto ‘Teatro do Oprimido’, é a primeira a romper a fronteira e a chegar nas unidades prisionais com o objetivo de permitir que os apenados tenham voz dentro da sociedade. A docente do curso de teatro Anne Martins, que participa de atividades teatrais no presídio de Bangu, no Rio de Janeiro, vê na oportunidade uma chance de permitir que os internos do sistema possam, finalmente, refazer suas vidas. “Essas pessoas perderam a identidade, a voz, o teatro vem para trazer a essas pessoas a possibilidade de ter esperança na vida e dar liberdade a eles”, disse. A professora, mesmo antes de oficializar a parceria, já havia levado alunos a unidades de Manaus.

No ano passado, o projeto ‘Asas da Esperança’, desenvolvido pelos alunos do curso de Odontologia da universidade, também chegou às unidades com assistência odontológica para os internos.

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